Projeto inicial de venda do estádio Brinco de Ouro vira mico
Campinas, SP, 23 (AFI) – A crise insiste em permanecer no Guarani. Além de um time que não ganha nem jogo-treino e sem perspectivas de ir bem na Série C do Campeonato Brasileiro, o clube campineiro vê abortar o projeto inicial para venda do estádio Brinco de Ouro. Agora, se quiser continuar com este idéia, o presidente Leonel Martins terá que procurar um novo parceiro, já que a Brazilian Captain, que vinha tentando viabilizar o negócio, não conseguiu nada de positivo, apenas arranhou ainda mais a imagem do clube.
Entenda os fatos
Através de José Carlos Meloni Sícoli, então vice-presidente e hoje presidente do Conselho Deliberativo do Guarani e do então diretor de marketing, Dirso Moraes, o Guarani iniciou tratativas com o um grupo de captação de investimentos (sem capital próprio) chamado Brazilian Captain na figura do advogado Paulo Mancusi (dono da Brazilian Captain) para possíveis transações envolvendo o patrimônio imobiliário do clube. Isto antes mesmo da autorização da assembléia geral de sócios, ocorrida em 31 de março de 2008.
No dia desta assembléia de sócios, maquetes virtuais foram expostas aonde se afirmava que o novo campo e CT seriam às margens da rodovia Dom Pedro, no Distrito de Barão Geraldo. Tudo brilhantemente apresentado pelo cartola Sícolo, mas sem nenhum prévio estudo do local e dos investidores.
Se tivessem feito uma apuração mínima, os diretores do Guarani saberim que a obra dependeria do Poder Público Municipal, assim como o Estádio Brinco de Ouro necessitaria de autorização do mesmo Poder Público para mudança do zoneamento para que o possível investidor tivesse o retorno financeiro necessário para uma negociação desse porte.
No dia da assembléia, José Carlos Sícoli deu todo tipo de entrevista, valorizando o futuro empreendimento e garantindo que a negociação que estava em curso.
Dirso Moraes acreditou piamente no projeto, optou em deixar a diretoria do Guarani e constituiu uma firma para intermediar este negócio, investindo seu tempo neste projeto com objetivos pessoais e econômicos.
Era tudo ilusão
Porém, após a assembléia, quando parecia que a negociação atingiria níveis viáveis, houve o inverso, com total inércia das tratativas, inclusive com as pessoas citadas já evitando dar entrevistas, sinalizando que havia algo de errado com a Brasilian Captain.
Para não passar recibo de “otário”, os dirigentes do Guarani evitam dar detalhes desta transação, apenas informam que “existem várias propostas para a venda do Brinco de Ouro”, o que é mentira. Já que apenas um outro projeto existe como alternativa para o naufrágio da negociação da Brazilian Captain.
Em verdade, a Brazilian Captain queria que, primeiro o Guarani assinasse tudo que tivesse que assinar, cedendo direitos, para somente depois correr atrás dos investidores e das aprovações no Poder Público.
Ou seja, a Brazilian Captain não tinha nada, apenas estava correndo atrás de uma idéia e sua única atividade foi ter feito uma maquete virtual.
Diferente do que imaginam os dirigentes do Guarani, o grupo denominado Brazilian Captain não desenvolveu nada, nem mesmo projetos de estudo para o empreendimento imobiliário no Brinco de Ouro, nem na Prefeitura Municipal e também não desenvolveu projetos de estudo com a construtora Camargo Corrêa que seria a responsável pelo gerenciamento e comercialização da area de 3,5 milhoes do “Pólo Anhanguera” de propriedade privada e local onde a Prefeitura pretende implantar um grande centro esportivo, obras sociais e um estádio para sede da Copa de 2014 que poderá vir a ser de propriedade do Guarani caso algum novo grupo apresente e viabilize um novo projeto.
Hoje não é juridicamente possível em razão de problemas de zoneamento.
Reunião desmascara projeto inicial
Percebendo que alguma coisa estava estranha, no dia 13 de junho, o presidente do Guarani, Leonel Martins, junto com outros diretores, estiveram na sede da Camargo Corrêa,
Aliás, na Rodovia Dom Pedro, a Prefeitura de Campinas já declarou ser impossível qualquer projeto em razão do zoneamento de Barão Geraldo. Ou seja, hoje se o Guarani quiser viabilizar seu projeto de venda do estádio Brinco de Ouro terá que partir para outro projeto, sem qualquer vínculo com o da Brazilian Captain, que não tinha nem projeto, nem dinheiro e nem representava empreiteira alguma e nem tinha investidores.
Em síntese, a Brazilian Captain está para a gestão Leonel Martins, assim como a Turbo System esteve para a gestão de José Luiz Lourencetti.





































































































































