Produzir e não exibir
Produzir e não exibir
No mundo publicitário, para ganhar prêmios no Festival de Cannes, alguns criativos bolavam e produziam peças que não eram veiculadas em nenhum veículo de comunicação. Eram os anúncios fantasmas. Só serviam para serem inscritos e concorrerem no Festival.
Acredito que isso não ocorre mais. No mercado futebolístico brasileiro, produzir e não exibir é uma constante. O atleta é formado nas categorias de base de um clube, é convocado pelas seleções brasileiras sub-15, 17 ou 20, e às vezes, até mesmo antes de estrear na equipe principal, já vai para o exterior.
Outros, mesmo sem passar pela base das seleções brasileiras, já são vendidos. Afonso, desconhecido do torcedor brasileiro, foi do Atlético Mineiro para a Suécia, negociado por 200 mil dólares. Depois de dois anos, foi para outro clube sueco por 1 milhão e 700 mil Euros.
Passado um ano, por 4 milhões e 400 mil Euros foi para o Heerenveen, da Holanda, por 4 milhões e 400 mil euros. Nesse clube fez mais de 30 gols na temporada. Dunga o convocou para 2 amistosos, contra a Inglaterra e Turquia. Agora também está na Seleção que vai disputar a Copa América na Venezuela.
Hoje vale mais de 20 milhões de Euros. Crédito para esse prestigioso site, no qual eu tenho a honra de colocar a minha opinião, que acompanhou a carreira do Afonso. Dia 2 de julho, abre a janela para transferência de atletas para a Europa. Muitos irão embora. Poucos serão repatriados.
Todo ano, segundo números da CBF, vão cerca de 800 atletas e voltam 400. É um número muito grande. Os bons vão e ficam por muito tempo. O dinheiro, a cultura e a segurança são bem diferentes do Brasil. O que nos já estamos acostumados é isso: produzir e não exibir.





































































































































