Procuradoria do STJD entra com pedido para interdição do estádio da Ponte Preta
O departamento jurídico da Ponte Preta já esperava o pedido de interdição
O procurador-geral Felipe Bevilacqua confirmou nesta terça-feira que até o final do dia irá protocolar junto à presidência do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD)
Campinas, SP, 28 (AFI) – O procurador-geral Felipe Bevilacqua confirmou nesta terça-feira que até o final do dia irá protocolar junto à presidência do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) o pedido para a interdição do estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. O local foi palco de cenas lamentáveis da torcida da Ponte Preta, após a derrota por 3 a 2 para o Vitória, que arremessou objetos e invadiu o gramado, obrigando o árbitro Ricardo Marques Ribeiro a encerrar a partida ainda com 38 minutos do segundo tempo. O resultado na 37ª rodada rebaixou matematicamente o clube no Campeonato Brasileiro.
O departamento jurídico da Ponte Preta já esperava o pedido de interdição e aguarda a protocolização da Procuradoria para iniciar a tese de defesa. Além de fechar as portas do estádio, o procurador também deve levar ao presidente do STJD, Ronaldo Piacente, a denúncia de invasão e arremesso de objetos em campo, que pode render ao clube uma multa pesada, além de perder mandos de campo na Série B da próxima temporada.
As punições já são praticamente certas, resta saber o tamanho do prejuízo para a Ponte Preta. Com o Moisés Lucarelli interditado, o clube pode perder o ‘fator casa’ já no Campeonato Paulista, que está marcado para começar no dia 17 de janeiro, com estreia contra o Corinthians em São Paulo, na Arena Corinthians, na reedição da última final. O primeiro jogo em Campinas seria contra o Linense, já na segunda rodada.
Perder mandos de campo não seria um problema para o estadual, já que a punição vale apenas para competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A interdição, por outro lado, valeria até a Ponte cumprir todas as exigências de segurança do STJD, com laudos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. O julgamento na entidade máxima do futebol brasileiro ainda não tem data marcada, mas deve acontecer ainda neste ano.





































































































































