Após passagem curta, Estevam Soares critica diretoria do Guarani: 'Muita sacanagem'

Diretor foi demitido pelo presidente Ricardo Moisés depois de duas semanas de trabalho

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Diretor foi demitido pelo presidente Ricardo Moisés depois de duas semanas de trabalho

Campinas, SP, 28 (AFI) - A rápida passagem de Estevam Soares pelo Guarani no segundo semestre de 2019 ainda dá o que falar.

Contratado à época pelo ex-presidente Palmeron Mendes Filho, o então diretor de futebol esteve à frente do Bugre por apenas duas semanas, até a entrada de Ricardo Miguel Moisés.

Em entrevista à Rádio Futebol Interior, o atual dirigente do Oeste não escondeu as mágoas pela forma como se deu a decisão e criticou a postura adotada pelo Conselho de Administração.

Estevam Soares criticou postura da diretoria do Guarani
Estevam Soares criticou postura da diretoria do Guarani

"Foram 16 dias. Foi uma situação muito complicada, né? Eu ajudei muito o (Thiago) Carpini naquelas duas semanas. Quer queira quer não, conversando com ele no particular, no vestiário e em algumas reuniões. O Ricardinho começou a fazer... por exemplo, terminava o treino e chamava o Carpini, mas não chamava o coordenador técnico. Aí eu falei, espera, como é que é?", relembrou o dirigente.

"Quando tinha alguma intervenção e achava que poderia falar durante a semana, perguntava ao Carpini se poderia falar para dar um toque no jogador. É tudo coisa para ajudá-lo. Eu falava para não falar. Eu iria falar para ele não se desgastar com os atletas. Eu comecei a sentir o presidente muito longe, muito longe. Ele não me chamava. Eu comecei a ficar como Rainha da Inglaterra e sem serventia. Eu achei muita sacanagem. Foi muita sacanagem mesmo", acrescentou.

OUTRO LADO

Procurado pela reportagem do Portal Futebol Interior, o presidente Ricardo Moisés resumiu o posicionamento em curtas palavras.

"Eu não vou me manifestar sobre o Estevam, não. Os resultados comprovam que as atitudes tomadas foram corretas. Desejo sorte a ele em sua jornada", pontuou.

Estevam Soares foi contratado pelo Guarani após demissão de Fumagalli, Marcus Vinícius Beck Lima e Gabriel Remédio, então responsáveis pelo Departamento de Futebol, no fim de agosto, junto da comissão técnica de Roberto Fonseca.

A demissão do ex-zagueiro se deu por opção do atual mandatário bugrino, em meio à crise técnica e política na luta contra o rebaixamento na Série B do Campeonato Brasileiro.