Presidente em exercício da FPF defende final em Campinas
Guaratinguetá, SP, 19 (AFI) – Mesmo antes do jogo semifinal decisivo, entre Guaratinguetá e Ponte Preta, o presidente em exercício da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos, falava com otimismo em realizar um dos jogos da final do Campeonato Paulista no Interior.
”Não vejo porque não fazermos um jogo no Interior. Quem chegar, vai fazer justiça. Ano passado já tivemos 50% do interior nas semifinais (São Caetano e Bragantino) e agora vamos ter um outro time do interior na grande decisão”.
Reinaldo só ponderou que é prudente aguardar a reunião marcada para a próxima terça-feira na sede da entidade. Ele alertou que haverá a necessidade do apoio da Polícia Militar, mas acha que são pontos apenas burocráticos. Ainda nessa semana, Bastos recebeu sete deputados estaduais, de Campinas e Guaratinguetá, que pediram à entidade uma final no interior.
Como o presidente Marco Pólo del Nero está na França (a assessoria não divulgou por qual motivo), é Reinaldo que deve comandar a reunião de terça-feira. Mas o próprio Marco Pólo já declinou sua posição favorável à final no Interior. Isso, é claro, depois que o aceitou colocar uma semifinal no Palestra Itália, com interferência direta do governador José Serra.
Ele teria solicitado À Policia Militar que garantisse um jogo no Palestra, do seu time de coração. E não deu outra. A FPF mudou sua posição favorável a mandar os dois jogos no Morumbi e também atropelou a decisão contrária ao Palestra emitida pelo Ministério Público.
Datas definidas
O primeiro jogo final deve ser confirmado para Campinas para o dia 27 de abril. O segundo jogo acontecerá em São Paulo – Morumbi ou Palestra Itália – no dia 4 de maio.
A Ponte Preta consolida-se como o time do interior que mais chegou às finais do Paulistão. Isso já aconteceu cinco vezes: 1970 (era por pontos corridos e ficou em segundo lugar), 1977 (perdeu para o Corinthians que vinha de jejum de 23 anos sem título), 1979 e 1981 (caiu diante do São Paulo). Nunca foi dado à Ponte Preta o direito de jogar, um jogo que fosse, em casa, numa fase final.
O São Caetano chegou a duas finais. Sagrou-se campeão em 2004 e vice-campeão em 2007.
Campeões e vices do Interior
Entre os campeões do interior, figuram poucos clubes. O primeiro só saiu em 1986 e foi a Internacional, que derrubou o Palmeiras em dois jogos na capital. O Bragantino levou o título de 1990, sob o
comando de Vanderlei Luxemburgo (foto), na final caipira contra o Novorizontino, agora extinto.
No novo milênio, o Ituano sagrou-se campeão em 2002, quando os grandes clubes estiveram ausentes porque disputaram o Torneio Rio-São Paulo. Em 2004, o São Caetano levou o caneco ao vencer o Paulista em dois jogos disputados no Pacaembu (um absurdo não ter jogado em Jundiaí!).
Quatro clubes interioranos foram vice-campeões. Em 1976, o XV de Piracicaba perdeu o título para o Palmeiras, no jogo final caindo por 1 a 0, com gol de Jorge Mendonça, já falecido. Em 1989, o São Paulo sagrou-se campeão em cima do São José, outro vice-campeão. O Guarani, com um forte time, perdeu o título no Brinco de Ouro (exceção histórica) em 1988, quando caiu diante do Corinthians, por 1 a 0, com gol do então garoto Viola. Ano passado, o São Caetano foi vice-campeão ao perder o título para o Santos, atual bicampeão estadual.





































































































































