Presidente do Penapolense rejeita Série D e questiona eliminação

Antes de iniciar a 10ª rodada, Penapolense e Metropolitano dividiam a vice-liderança do Grupo A8, ambos com nove pontos, porém o CAP contava com saldo melhor

A desclassificação do Penapolense na Série D do Campeonato Brasileiro foi no mínimo polêmica e deixou o presidente Nilso Moreira descontente

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Penápolis, SP, 22 (AFI) – A desclassificação do Penapolense na Série D do Campeonato Brasileiro foi no mínimo polêmica e deixou o presidente Nilso Moreira descontente. Em entrevista ao Portal Futebol Interior o cartola afirmou que não participaria novamente da competição e ainda questionou a índole dos jogadores do Boavista.

Antes de iniciar a 10ª rodada, Penapolense e Metropolitano dividiam a vice-liderança do Grupo A8, ambos com nove pontos, porém o CAP contava com saldo melhor – dois gols a mais. Para classificar, o time de Penápolis precisava somente vencer o Pelotas e torcer para que o Metrô não tirasse a diferença no saldo de gols.

Ao final da rodada, o Pantera fez sua lição de casa e venceu de forma convincente o Pelotas por 4 a 0. Ironicamente, o Metropolitano conseguiu a proeza de marcar seis vezes contra o Boavista, dentro do estádio Elcyr Resende, no Rio de Janeiro, e terminar vitorioso por 6 a 0 – justamente a diferença de dois gols.

Nilso Moreira comentou sobre a estranha desclassificação do Penapolense na Série D

Nilso Moreira comentou sobre a estranha desclassificação do Penapolense na Série D

Sobre essa ‘ironia’, o Portal Futebol Interior conversou com Nilso Moreira, presidente do Clube Atlético Penapolense. Segundo o cartola, a coincidência é no mínimo suspeita. “Eu não sei o que aconteceu e não posso provar nada, mas é muito estranho o time deles (Boavista) entrar com oito jogadores de ataque e só o goleiro e mais dois pra defender”, comentou.

Segundo o presidente, essa atitude não será esquecida pelo clube. “Independente se foi proposital ou não, os profissionais que participaram do jogo de ontem, do goleiro ao treinador, nunca trabalharão aqui no Penapolense enquanto eu estiver aqui, disso eu tenho certeza. Eu marquei o nome de todos eles”, confirmou Nilso Moreira.

“Eu sei da índole de todos que trabalham comigo, se fosse ao contrário jamais o Penapolense faria isso. É vergonhoso comprar uma vitória ou vender-se por alguns trocados. Como eu disse, não dá pra afirmar sem provas, mas, diante dessa estranha coincidência, fica difícil passar em branco. Eu quero muito acreditar que foi realmente uma coincidência”, completou o presidente.

Quando questionado se o clube irá procurar alguma providência legal, Nilso Moreira resolveu colocar panos quentes. “Não há provas. Um funcionário nosso estava no estádio no Rio de Janeiro e disse que realmente foi muito estranho. Mas eu nem vi os gols, a TV não passou nada. Mas eu estou tranquilo, é como dizem: ‘a bola pune’, o restante do campeonato vai dizer o que aconteceu lá”, finalizou o presidente do Clube Atlético Penapolense.

COMO FICA AGORA?

De acordo com o presidente Nilso Moreira, os jogadores do Pantera entrarão em férias ou serão emprestados aos clubes do futebol brasileiro. “Agora os jogadores e comissão técnica entram em férias ou serão emprestados. A nossa próxima competição é só o Campeonato Paulista”, comentou.

NÃO GOSTOU!

Ainda na entrevista, o presidente do CAP mostrou-se desacreditado na Série D do Campeonato Brasileiro. “Hoje eu te digo que não entraria na Série D de novo. Não é rentável para nós. Uma competição de pontos corridos não chama a atenção da torcida e ainda gastamos mais de um milhão de reais para continuarmos disputando o Campeonato Paulista. Se voltarmos a classificar, vamos repensar nas prioridades”, afirmou Nilso Moreira.

COMO ASSIM?

Segundo o presidente Nilso Moreira, o Penapolense gastou mais de mil reais só com a locomoção de um árbitro. Aurélio Santana Martins estava em Campinas para o confronto entre Ponte Preta e Oeste, pela Série B do Campeonato Brasileiro, e foi escalado para ser quarto árbitro no domingo, na partida entre Penapolense e Pelotas, em Penápolis. Dentre tantas opções, o disputado árbitro resolveu ir de táxi e, conforme prevê a CBF, o CAP teve que arcar com os gastos de arbitragem.