Presidente de clube tradicional é detido em operação da Polícia Federal

PF também cumpriu mandado de busca e apreensão nas casas do governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB)

0002048190213 img

Cuiabá, MT, 20 (AFI) – O Mixto-MT ganhou um “presente de grego” em seu aniversário de 80 anos. Nesta terça-feira, o presidente do clube alvinegro, Éder Moraes, foi preso pela Polícia Federal. Ele vinha sendo investigado na Operação Ararath, suspeito de participação em esquema de crimes financeiros e lavagem de dinheiro no Mato Grosso, onde foi secretário da Casa Civil.

0002048190213 img

Moraes deveria ser porta voz do evento comemorativo ao aniversário do Mixto, programado para sábado. Ele seria responsável por apresentar os projetos de construção do centro de treinamento e loja oficial do clube, além de homenagear ex-jogadores.

A assessoria de comunicação do clube mato-grossense ainda não se pronunciou sobre a prisão do dirigente. No entanto, ele dificilmente participará as festividades de aniversário, já que foi encaminhado a Brasília para prestar depoimento.

Além de Éder Moraes, a PF também cumpriu mandado de busca e apreensão nas casas do governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB). Além disso, prendeu o deputado estadual José Riva (PSD).

Embora tenha passado por maus momentos nos últimos 20 anos, o Mixto é disparado o clube mais tradicional do Mato Grosso. O time alvinegro é o maior campeão do Estado, com 24 conquistas, mas apenas duas nas últimas décadas. O segundo no ranking de títulos é o Operário, com 14 taças. Cuiabá e Luverdense, que têm dominado nos últimos anos, têm cinco e duas conquistas, respectivamente.

Entenda o caso
A ação faz parte da Operação Ararath e cumpre determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). José Riva está afastado da presidência da Assembleia Legislativa por decisão do Tribunal de Justiça do Estado.

A Operação Ararath, iniciada em novembro, apurou que o grupo possuía uma “intensa e vultosa” movimentação financeira, por intermédio de recursos de terceiros e empréstimos, com atuação análoga a de uma instituição financeira.

Empresas de fachada e de factoring eram usadas. Mais de R$ 126 milhões em cheques e notas promissórias foram apreendidos na fase anterior deflagrada em fevereiro.