Presidente da Ponte Preta escancara crise: “Sem a torcida, o clube fecha”
Dr. Luiz Antônio Torrano admite caixa zerado, salários atrasados e afirma que reconstrução será de longo prazo
A Ponte Preta é a lanterna do Paulistão com apenas um ponto
Campinas, SP, 04 (AFI) – O presidente da Ponte Preta, Dr. Luiz Antônio Alves Torrano, fez um dos diagnósticos mais duros da história recente do clube ao comentar a situação financeira da Macaca em entrevista à CBN Campinas. Segundo o dirigente, apenas nos primeiros 15 dias do ano foram gastos cerca de R$ 5 milhões, o que deixou o clube sem recursos em caixa para honrar compromissos imediatos.
De acordo com Torrano, a prioridade absoluta neste momento é organizar o passivo acumulado e buscar novas fontes de receita para manter o funcionamento básico do clube. Salários atrasados, despesas operacionais e obrigações do dia a dia fazem parte do desafio, que se soma à necessidade de planejar a temporada com Série B, Copa do Brasil e investimentos mínimos no futebol.
O presidente destacou que os departamentos de marketing e comercial trabalham para captar recursos e renegociar contratos, mas deixou claro que o cenário ainda é crítico. A venda do atacante Jeh, por exemplo, foi essencial para aliviar parte da pressão financeira e ajudar a cobrir despesas emergenciais. “Água e luz não são baratas”, admitiu, ao exemplificar os custos fixos do estádio e do clube.
MAIS DETALHES
Torrano também ressaltou que a crise não é resultado de uma única gestão ou decisão recente, mas de um processo acumulado ao longo dos anos. Segundo ele, a Ponte Preta precisa “voltar ao eixo”, mas esse caminho não será curto nem imediato. A expectativa do dirigente é trabalhar com planejamento de médio e longo prazo, e não com soluções pontuais.
“O torcedor é fundamental”, afirmou o presidente, ao destacar que a sobrevivência do clube passa diretamente pelo engajamento da arquibancada. Torrano foi direto ao dizer que, sem apoio da torcida, a situação se torna insustentável para a Ponte Preta.
Por fim, o dirigente deixou claro que não promete resultados rápidos. A meta, segundo ele, é estruturar o clube para o futuro, formar atletas, gerar ativos e recolocar a Ponte em um caminho de estabilidade — um projeto que, nas palavras do próprio presidente, não é para um ano, mas para uma década.





































































































































