Presidente da Liga do Nordeste ganha apoio na luta por mudança na Série D

Eduardo Rocha, mandatário também da Liga do Nordeste, vem mobilizando aliados para criar uma competição mais justa

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Porto Alegre, RS, 16 (AFI) – O projeto de mudança no sistema de disputa da Série D, encabeçado por Eduardo Rocha, presidente da Liga do Nordeste e do América de Natal, ganhou mais um aliado. O presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelletto, que também é um dos vices da CBF, se manifestou a favor de um novo modelo, mas tem propostas divergentes do que foi apresentado por Rocha.

Novelletto também quer mudança na Série D. (Foto: Divulgação / CBF)

Novelletto também quer mudança na Série D. (Foto: Divulgação / CBF)

“A Série C acredito que não vai mudar. Agora, a Série D sim, já comecei a brigar lá dentro da CBF. Porque, dois meses e meio, com grupos de 4, você joga 6 jogos e pode ficar fora. Como vai fazer um time para jogar 6 jogos? Então, eu acho que a melhor maneira era cortar a ajuda financeira de viagens e estadias e fazer mais regional”, afirmou Novelleto em entrevista a Marcos Lopes.

“Daí os caras vão de ônibus, mas que possam jogar, no mínimo, 18 jogos fazendo grupos de 10, de São Paulo para frente. Daríamos uma ajuda financeira e deixaríamos para os clubes se organizarem melhor e terem uma garantia que vão fazer pelo menos 18 jogos”, completou.

PROPOSTA DE ROCHA
O modelo proposto por Eduardo Rocha não envolve mudança na primeira fase. A ideia é que os 68 participantes sejam distribuídos em 17 chaves de quatro, de acordo com critérios geográficos. O primeiro de cada grupo mais os 15 melhores segundos avançariam à segunda fase após seis rodadas.

Eduardo Rocha: grande gestão na Liga e quer mudar Série D

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Ela teria quatro chaves de oito, com as equipes se enfrentando dentro delas em turno único apenas e buscando quatro vagas à terceira fase, a qual teria dois grupos de oito.

Depois, após novo turno único, os quatro melhores das duas chaves avançariam ao mata-mata, que teria apenas quartas de final, semifinal e final. Nesse cenário, uma equipe faria 26 jogos para ser campeã.

O tema será discutido no próximo dia 26 de setembro, durante a reunião da Liga do Nordeste, em Aracaju, antes de ir para a CBF.