Presidente da CBF despista sobre "chantagem" à Portuguesa
O mandatário também descartou a realização de um Brasileirão com 24 clubes
São Paulo, SP, 20 (AFI) – Como já era esperado, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, evitou fazer qualquer comentário sobre a proposta inacreditável feita pela entidade máxima do futebo, que obrigaria o clube paulista a disputar a Série B do Campeonato Brasileiro.

“O jurídico da CBF vai cuidar disso”, se limitou a dizer Marin ao ser questionado pelos jornalistas durante a visita do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, a Arena Pantanal, em Cuiabá, na tarde desta segunda-feira. O mandatário da CBF também descartou a realização de um Campeonato Brasileiro com 24 clubes.
Nesta segunda-feira, José Maria Marin já havia fugido de um encontro que teria com o presidente da Portuguesa, Ilídio Lico, na sede da Federação Paulista de Futebol (CBF). O mandatário da Lusa queria conversar diretamente com Marin, mas ele acabou escapando de helicóptero enquanto Lico conversava com jornalistas.
Entenda a polêmica
Caso o rebaixamento para a Segunda Divisão seja confirmado, a Portuguesa terá o direito de receber R$ 4 milhões referentes as cotas de TV. Em crise financeira, Lico pediu para que a CBF antecipasse o empréstimo do montato para que o clube possar quitar algumas dívidas. O pedido foi aceito pela CBF, porém, com o caso Héverton em jultamento, a entidade fez colocou na cláusula do contrato, que cederia o valor à Lusa, se ela abrisse mão de acionar a justiça comum e a Corte Arbitral do Esporte, além de disputar o Campeonato Brasileiro da Série B.
A proposta gerou a ira do mandatário da Portuguesa, que aproveitou a eleição realizada na sede da Federação Paulista para conversar pessolamente com José Maria Marin, que aproveitou que Lico estava dando entrevista para a imprensa para “escapar” da reunião em seu helicóptero particular, sem ao menos dar uma desculpa ao presidente da Lusa.
Além de não aceitar a “chantagem” feita pela CBF, a Portuguesa vai apresentar ao Ministério Público um contrato enviado pela CBF condicionando um adiantamento de R$ 4 milhões à desistência do clube de tentar reverter o rebaixamento definido pelo STJD. Lico ainda não desistiu de falar com Marin e promete entrar em contato com o mandatário da Confederação Brasileira de Futebol nos próximos dias para que a situação seja esclarecida.





































































































































