Presidenta da Federação Paraibana acusa o governo: "Vai enterrar os clubes"
Segundo Michele Ramalho, o governo não cumpre a lei ao não liberar os R$ 4 milhões da Lei de Incentivo
Segundo Michele Ramalho, o governo não cumpre a lei ao não liberar os R$ 4 milhões da Lei de Incentivo
João Pessoa, PB, 14 (AFI) – Com os clubes falidos e dirigentes acumulando dívidas pessoais, o Campeonato da Paraíba de 2021 da Primeira Divisão foi cancelado. Pelo menos foi esta decisão tomada no Conselho Arbitral, realizado nesta tarde, na sede da entidade. Para a presidenta da Federação Paraibana de Futebol (FPF – PB), Michele Ramalho, a culpa é do governo estadual que não cumpre a Lei de Incentivo ao Esporte, criada neste ano de pandemia.
Ele deu entrevista exclusiva ao Portal FUTEBOL INTERIOR à noite para esclarecer alguns pontos do que ela chama de “descaso e abandono total do futebol paraibano”.
“É o calote oficial do governo, que está enterrando o futebol da Paraíba. Só era preciso, o governo cumprir o projeto de lei de incentivo e liberar a verba prometida para que os clubes possam sobreviver” – afirmou a presidenta, lamentando não poder ir além de todos seus esforços.
“A Federação é organizadora da competição, não é quem banca. Mas nós tentamos de todas maneiras falar com o governador, porém sem sucesso. É uma falha grave e que prejudica os clubes diretamente” – explicou.
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GOVERNADOR MUDOU DE PARTIDO
O governador de Paraíba é João Azevêdo, que se candidatou pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) e foi eleito governador, em primeiro turno, no pleito realizado no dia 7 de outubro de 2018.
Ele obteve 1.119.758 votos, o que representa 58,18% dos votos válidos. Mas em janeiro de 2020 ele se filou ao Partido Cidadania.
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LEI DE INCENTIVO
A Lei de Incentivo foi criada este ano, justamente, para dar suporte aos clubes para se manterem dentro das competições, tanto em termos do Estado como também nacional.
O total da verba é de R$ 4 milhões que se não for repassada até o dia 31 de dezembro, por causa da renúncia fiscal prevista em lei constitucional – o dinheiro que não for gasto, volta aos cofres públicos.
TENTATIVAS DE ACORDO
Segundo Michele Ramalho ela tentou atuar como “conciliadora entre os clubes e o governo estadual, mas nunca conseguiu falar com o governador para deixar bem transparente a realidade do nosso futebol, que precisa de ajuda para sobreviver.
Tentei ser conciliadora, mas infelizmente, não consegui. O meu sonho era promover uma reunião dos clubes com o governo e para chegarem num acordo”.
Para ela, na promessa deste dinheiro chegar aos clubes, vários dirigentes assumiram compromissos e alguns estão com as calças nas mãos.
“Tem dirigente que vendeu carro, outros que financiaram suas próprias casas, para tentar cumprir os compromissos mais urgentes. Mas, todos os clubes estão sem recursos, num ano difícil, em que todos os jogos foram realizados com portões fechados”.
Os clubes mais prejudicados são aqueles que, além do Estadual, disputaram o Campeonato Brasileiro: Botafogo e Treze que disputaram, cabeça a cabeça, uma vaga no rebaixamento do Grupo A da Série C. O Treze caiu para a Série D. Na competição deste ano, a Paraíba esteve representada por Campinense e Atlético Cajazeiras.





































































































































