Preparador físico da Ponte Preta lamenta pausa do futebol: 'Trabalho na estaca zero'

Juvenílson de Souza tem trabalhado remotamente em home office e distante dos atletas

Juvenílson de Souza tem trabalhado remotamente em home office e distante dos atletas

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Campinas, SP, 23 (AFI) – A pandemia do coronavírus tem impactado em diversas facetas do futebol. Além do aspecto econômico, dentro das quatro linhas os prejuízos são na área física e técnica dos jogadores.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas, Juvenílson de Souza, preparador físico da Ponte Preta, lamentou a paralisação do Campeonato Paulista e analisou as consequências deste período sem bola rolando.

Juvenílson de Souza avalia prejuízos do coronavírus na preparação física - Álvaro Júnior / AA Ponte Preta

Juvenílson de Souza avalia prejuízos do coronavírus na preparação física

“Eu diria que não só o meu trabalho voltou à estaca zero, até porque eu trabalhei três semanas. Foi um tempo muito curto. Eu diria que o trabalho de todos os clubes no Brasil, a não ser que tenha algum clube, que eu desconheço, que esteja conseguindo fazer algum trabalho reunindo um grupo de atletas”, lamentou.

“Então, mesmo os atletas que têm uma condição de treinar melhor, de ter equipamentos e de ter estrutura melhor, mesmo assim a forma desportiva vai cair, porque você não tem a parte específica. É claro que quem treinou melhor e quem conseguiu fazer um treinamento físico puro, sem considerar a parte específica, vai voltar em condição melhor e vai precisar de menos tempo”.

PROBLEMA

Juvenílson, contratado pela Macaca na reta final de fevereiro, ainda projetou o trabalho dos responsáveis pela parte física do elenco profissional a partir da retomada do futebol no Brasil.

“A maioria dos atletas, infelizmente, perdeu muito da sua condição física. Essa é a preocupação da comissão técnica, dos preparadores, dos fisiologias, dos treinadores e do Departamento Médico em geral. É ver como esses atletas vão voltar”, comentou.

“Por mais que você monitore, a gente tem informações dos atletas, da metragem que fez, do tipo de treino que fez, da carga de recuperação, de eles estão se sentindo, do peso, se aumentou ou se diminuiu, da massa muscular ou gordura. Isso é uma coisa que a gente não sabe e vai descobrir quando eles retornarem. Tudo isso acaba interferindo na performance do atleta. Essa é a grande preocupação, né?”, completou.

O QUE VEM POR AÍ?

A duas rodadas da fase de grupos do Campeonato Paulista, a Ponte Preta tem mais dois compromissos para tentar fugir da zona de rebaixamento e garantir permanência na elite: Novorizontino (casa) e Mirassol (fora), ainda sem data definida.