Portuguesa x Vila Nova - Voo de retorno a Série B só tem vaga para um

No jogo de ida, no Serra Dourada, o time goiano venceu a partida por 1 a 0 e joga por um empate

A Portuguesa precisa bater o Vila Nova no Canindé, às 19 horas deste sábado, em jogo válido pelas quartas de final da Série C do Campeonato Brasileiro.

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São Paulo, SP, 16 (AFI) – Falta pouco para o jogo mais importante do ano para a Portuguesa. Após cair da Série A para a terceira divisão em dois anos, o time pode dar o primeiro passo de um longo caminho de volta para elite do futebol nacional. Para isso, precisa bater o Vila Nova no Canindé, às 19 horas deste sábado, em jogo válido pelas quartas de final da Série C do Campeonato Brasileiro. Um triunfo leva o time às semifinais e garante o acesso a Série B. Mas a situação não está muito favorável para o time paulista, que perdeu o jogo de ida por 1 a 0, no Serra Dourada.

No ano passado, o Vila foi rebaixado junto com a Lusa na disputa pela segunda divisão, e também não que passar mais um ano na terceira. Com a vantagem conquistada pelo Tigrão, o time da capital paulista precisa de uma vitória por dois gols de diferença para garantir a classificação, ou ao menos um novo 1 a 0, para levar a decisão para os pênaltis. Uma vitória por um gol de diferença, sofrendo gols em casa, classifica o Vila Nova, assim como qualquer empate.

MINHA CASA, MINHA VIDA!

Durante a semana pré-jogo, Estevam Soares comandou treinos fechados para torcida e imprensa. A tendência é que a única mudança no time seja no meio de campo, devido à suspensão de Victor Bolt. Na sexta-feira, último dia de treinamento antes da decisão, o clube abriu as portas do Canindé para a torcida, que pode ver Dieguinho treinando na vaga em aberto pela ausência do volante titular. Boquita também é uma opção.

A Portuguesa precisa de uma vitória por dois gols de diferença para reverter placar negativo do jogo de ida com o Vila Nova - Dorival Rosa/Portuguesa

A Portuguesa precisa de uma vitória por dois gols de diferença para reverter placar negativo do jogo de ida com o Vila Nova

Apesar do resultado negativo no primeiro jogo, o técnico Estevam Saores confia no retrospecto positivo dentro de casa. Com o treinador no comando, a Lusa tem cinco vitórias e um empate, em seis jogos disputados em casa. Um terço dos pontos da primeira fase foi conquistado no Canindé, já que dos 30 pontos, que colocaram o clube na vice-liderança do Grupo B, apenas 10 foram conquistados fora de casa. Assim, o aproveitamento como mandante é de 89%.

“A nossa sequência de vitórias em casa mostra que o Canindé tem sido um diferencial no nosso trabalho e nos nossos resultados. Com o apoio do torcedor, a gente conquistou a vaga e agora, com certeza, mais torcedores irão ao jogo nos ajudar nessa classificação”, afirmou o treinador.

O time vai contar com um bom público. Todos os dez mil ingressos que a Portuguesa e a Federação Paulista de Futebol colocaram à disposição dos torcedores para serem trocados por garrafas PET para a decisão deste sábado, contra o Vila Nova, já estão esgotados.

PROVOCOU

O Vila Nova encerrou a preparação para a decisão nesta sexta e mesmo com treinos fechado, o técnico Márcio Fernandes indicou que não deve fazer nenhuma alteração em relação ao time que entrou em campo na vitória por 1 a 0. A única preocupação era o zagueiro Simon, que sofreu uma pancada na cabeça e deixou o jogo de ida ainda no primeiro tempo. O jogador já está confirmado para este final de semana e deve começar como titular. Fora de campo, o clima esquentou um pouco, com problemas entre os dirigentes dos clubes.

Segundo o presidente do Vila Nova, Guto Veronez, a diretoria do clube paulista dificultou a venda de ingressos para a torcida goiana. As criticas vieram porque a principio a Portuguesa disponibilizou 300 ingressos para o Vila, que foram negociados na Toca do Tigre e rapidamente se esgotaram. Apenas nesta sexta, mais 450 foram destinados aos colorados e também foram vendidos. A maneira como foi conduzida a logística irritou Guto.

“Ficaram assustados com a nossa torcida, estão é se borrando de medo da torcida do Vila Nova, viram que fazemos a diferença. Sabem que 2.000 vilanovenses engoliriam a torcida deles lá e fortaleceriam nosso time mesmo fora de casa. Tudo isso é desculpa para brecar nosso torcedor, mas nenhum vilanovense vai ficar de fora do jogo”, provocou o cartola.