Portuguesa vence duelo contra a Covid-19 em jogo imaginário no Canindé

Partida teve narração, estádio enfeitado e arrecadação de recursos em combate à pandemia do novo coronavírus

Partida teve narração, estádio enfeitado e teve arrecadação de recursos em combate à pandemia do novo coronavírus

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São Paulo, SP, 26 (AFI) – A Portuguesa “entrou em campo” no último sábado em duelo contra o maior rival de todos atualmente: o novo coronavírus. O clube promoveu um jogo imaginário contra a Covid-19, transmitido e acompanhado por mais de 12 mil pessoas simultaneamente nas reses sociais da Lusa.

O Canindé recebeu toda uma preparação especial para o confronto. Os vestiários recebem as camisas da Portuguesa, as cadeiras numeradas estavam repletas de fotos de torcedores e as arquibancadas levavam faixas com as cores do clube, além de enfeites nos alambrados.

O Leão, mascote do clube, devidamente mascarado como forma de prevenção, puxava um batuque, representando toda a torcida. A escalação da Portuguesa foi escolhida pela própria torcida, que montou uma “Seleção dos Sonhos”, com Felix; Djalma Santos, Emerson, César e Zé Roberto; Capitão, Enéas e Dener; Rodrigo, Ivair e Julinho Botelho. O comando foi do atual técnico Fernando Marchiori.

Leão, mascote da Portuguesa, representou a torcida nas arquibancadas do Canindé

Leão, mascote da Portuguesa, representou a torcida nas arquibancadas do Canindé

O time da Covid-19 foi formado por ações que vão contra as recomendações de prevenção da doença, como “idoso na rua”, “aglomerações”, “rolê no parque” e “não lavar as mãos”.

BATALHA DURA

Assim como o combate ao vírus, a batalha não foi fácil para a Lusa. A equipe abriu o placar com Ivair, mas sofreu o empate logo em seguida. O segundo gol da Portuguesa foi “marcado” por Dener, em um golaço descrito pela equipe de narração muito parecido com um feito conta a Inter de Limeira, em 1991.

A Portuguesa voltou com uma escalação diferente para a segunda etapa, composta por Clemer; Zé Maria, Luis Pereira, Marinho Peres e Marcelo Cordeiro; Badeco, Toninho e Marco Antônio; Leandro Amaral, Paulinho McLaren e Pinga.

Novamente a equipe sofreu o empate da Covid-19. Mas a Lusa não se abateu e, com Marco Antônio, em chute da intermediária, semelhante ao do título do Campeonato Brasileiro Série B de 2011, decretou a vitória da Portuguesa por 3 a 2.

SOLIDARIEDADE

A partida fictícia teve venda de ingressos e metade da renda arrecadada será destinada para a Missão Eucarística Voz dos Pobres, que presta auxílio a moradores em situação de rua em São Paulo. A outra metade vai para os funcionários do clube. As doações continuam até a próxima terça-feira e podem ser feitas no site da ação.