Portuguesa atrasa acordo trabalhista e Canindé pode ser leiloado

Dívida com jogadores pode chegar a R$ 18 milhões

Dívida com jogadores pode chegar a R$ 18 milhões

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São Paulo, SP, 11 (AFI) – A situação financeira da Portuguesa chegou a um ponto crítico e ameaça o futuro do clube. Sem dinheiro para pagar acordos trabalhistas, a Lusa pode perder seu maior patrimônio, o Estádio do Canindé, que pode ir a leilão no dia 25 de fevereiro para quitar os débitos.

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O pedido de leilão foi feito pela advogada Gislaine Nunes, que representa uma dezena de jogadores que entraram na Justiça contra a Portuguesa por atrasos salariais. Isto porque a Lusa não paga um acordo feito com Gislaine para pagar as dívidas desde fevereiro do ano passado. O montante do saldo devedor chega a R$ 18 milhões.

Durante reunião do COF (Conselho de Orientação Fiscal) na última semana, conselheiros cogitaram a possibilidade de uma junta governativa assumir o clube e evitar o leião do Canindé. Homem forte de futebol lusitano durante grande período, Luiz Yauca se dispôs a injetar dinheiro no clube para pagar Gislaine.

O dirigente assumiria a dívida em troca da cessão de uma parte do clube para seu nome. No acordo, a Portuguesa teria opção de recomprar o terreno.

Enquanto os dirigentes da Portuguesa quebram a cabeça para tentar resolver a situação financeira do clube, a cota do Paulistão está penhorada por um processo do ex-volante Marcus Vinícius de Souza Ozias, que defendeu o clube no início dos anos 2000. O processo ainda tramita na 29.ª Vara do Trabalho de São Paulo.

FUNDO DO POÇO
O Sindesporte (Sindicato dos Empregados de Clubes Esportivos e em Federações, Confederações e Academias Esportivas no Estado de São Paulo) junto com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Portuguesa enviaram um ofício solicitando que a dívida com Marcus Vinícius seja incluída na penhora do Estádio do Canindé. A casa da Lusa está penhorada por conta de outro processo na 59.ª Vara de São Paulo.

A Portuguesa garante que o valor do imóvel é superior aos montante das dívidas dos dois processos somados. Fato que contribuiu para o acordo feito com o Sindesporte e o MPT. “Neste ato o Sindicato Suscitante informa que, se deferida a transferência daquela penhora para o presente Dissídio Coletivo, os trabalhadores imediatamente encerrarão o movimento grevista”, descreve o termo da reunião entre Lusa, Sindesporte e MPT, realizada na Justiça do Trabalho – 2ª Região.