Portuguesa 1 x 2 Vila Nova - Tigre vence ‘guerra’ e retorna à Série B
O time goiano abriu 2 a 0 no placar e depois segurou o resultado para ficar com o acesso
O time goiano abriu 2 a 0 no placar e depois segurou o resultado para ficar com o acesso

São Paulo, SP, 17 (AFI) – Diante de um clima de guerra e com muita hostilidade, o Vila Nova foi ‘cirúrgico’ e venceu a Portuguesa, por 2 a 1, na noite deste sábado, pela partida de volta das quartas de final do Campeonato Brasileiro da Série C. O Tigre foi eficiente e com dois gols do argentino Frontini comemorou o retorno à Série B de 2016. O Placar FI acompanhou o duelo em tempo real.
O Vila entrou em campo já em vantagem após ter vencido a partida de ida, por 1 a 0, em Goiânia. Precisava apenas de um simples empate na capital paulista para sair da Terceira Divisão Nacional. Fez mais do que isso. Usou a cabeça (literalmente) e ainda nos primeiros 45 minutos encaminhou a vaga com um 2 a 0 no placar.
A partida era decisiva e ganhou clima de guerra nos bastidores quando o ônibus do time goiano se aproximou do estádio. Torcedores da Lusa atuaram como verdadeiros vândalos e apedrejaram o veículo que conduzia a delegação do Vila Nova. Pedras, latas de cerveja e copos de água foram arremessados. Ninguém ficou ferido.
SEMIFINAL
O adversário do Vila Nova na semifinal da Série C será o Brasil de Pelotas, que eliminou o Fortaleza, na tarde deste sábado, em pleno Castelão, na capital cearense. Os outros semifinalistas serão conhecidos dos duelos entre ASA x Tupi e Londrina x Confiança.
LUTO
Quem queria o acesso a qualquer custo era o técnico Márcio Fernandes, que perdeu seu pai, Ernesto Fernandes Figueiredo, na madrugada deste sábado. Antes do duelo ele disse: “É um dia muito difícil, mas estou aqui para subir o Vila Nova e presentear meu pai com o acesso. Ele sonhava com este dia”, disse o treinador à Rádio 730.
ELETRIZANTE

O primeiro tempo foi eletrizante no Canindé. Quem esperava por um Vila Nova defensivo se enganou. O time goiano começou em cima e pressionando a Lusa em busca do gol no placar. Logo aos três minutos, após cobrança de escanteio, o zagueiro Vinicius Saimon testou forte e carimbou o travessão do goleiro Anderson.
A Portuguesa, surpresa com a postura do adversário, mostrou-se perdida em campo e abusava das jogadas aéreas. Tinha maior posse de bola, é verdade, mas não traduzia em lances de perigo. Para irritação de parte da torcida no Canindé e preocupação ainda nos minutos iniciais do técnico Estevam Soares.
Aos 11 minutos um banho de água fria. O Vila Nova novamente chegou com perigo na área, e desta vez fez seu gol. Após cruzamento do lado esquerdo, o artilheiro Frontini apareceu na segunda trave e cabeceou. 1 a 0. O detalhe do gol fica para a forma desastrosa que o goleiro Anderson saiu de sua meta. Erro grotesco do ‘camisa 1’.
O gol animou o time goiano e causou ‘pane’ na Portuguesa. O time paulista parecia não acreditar na vantagem adversária e quando viu levou o segundo gol. Aos 14, o zagueiro Anderson falhou e novamente Frontini, sempre ele, guardou. O centroavante argentino recebeu cruzamento e, de canhota, só tocou no canto esquerdo do goleiro.
A situação da Portuguesa ficou ainda mais complicada com o 2 a 0 no placar, mas o time não teve outra alternativa a não ser ia para cima e tentar diminuir o marcador antes do intervalo. E foi o que fez. Aos 43, Paulinho aproveitou rebote do goleiro Edson e estufou as redes. Gol que fez a Lusa sonhar dentro de campo.
EXPULSÕES
Logo após o gol, uma confusão generalizada foi instaurada no meio-campo. Frontini, do Vila, e Hugo, da Portuguesa, receberam o cartão vermelho. Outros jogadores trocaram empurrões, mas não foram advertidos. O técnico Márcio Fernandes também acabou sendo expulso pelo árbitro.

TIGRE SEGURA O JOGO
Ao contrário do primeiro tempo, o Vila Nova voltou do intervalo com uma postura bastante defensiva e apostando nos contra-ataques para marcar o terceiro e sacramentar o acesso. A Portuguesa seguiu no ataque em busca de mais três gols, mas pecava nas finalizações e ficava ainda mais longe do seu objetivo dentro de campo.
Aos 15 minutos, o zagueiro Luan aproveitou sobra na entrada da área e encheu o pé. A bola passou rente a trave de Edson, já batido no lance. Melhor em campo, as bolas aéreas foram ainda mais exploradas pelo time paulista. Aos 28, o também zagueiro Anderson quase empatou o jogo em finalização que arrancou o grito de gol de alguns lusitanos no Canindé.
Aos 32 minutos a Portuguesa perdeu outra grande chance. A mais clara de toda a partida. Paulinho recebeu cruzamento e de frente para o gol cabeceou para fora. Sem marcação e com o goleiro já batido no lance. Alí o torcedor já colocou as mãos na cabeça e começou a se conformar com a perda do acesso.
O Vila Nova continuou se segurando e esperou o apito final para comemorar. Os jogadores fizeram a festa com os quase mil torcedores que deixaram Goiânia e foram a São Paulo para assistir a partida.





































































































































