Portal Futebol Interior acerta na mosca: Indecisos decidem a eleição no Corinthians

Conforme o PORTAL FUTEBOL INTERIOR - PORTAL FI - apontava, as eleições no Corinthians seriam decididas pela opção final de 25% dos sócios com condição de voto

Dos que declaravam o voto, na resposta espontânea, Roque Citadini tinha uma diferença a seu favor que, na última 6a. feira, ultrapassou a margem de erro.

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São Paulo, SP, 7 – Conforme o PORTAL FUTEBOL INTERIOR – PORTAL FI – apontava, as eleições no Corinthians seriam decididas pela opção final de 25% dos sócios com condição de voto, que afirmavam nas pesquisas não saber em quem votar.

Dos que declaravam o voto, na resposta espontânea, Roque Citadini tinha uma diferença a seu favor que, na última 6a. feira, ultrapassou a margem de erro.
No entanto, além dos indecisos que precisariam de mais algum tempo de campanha e de esclarecimento político para mudar de opção, alguns fatores foram decisivos para a diferença de 455 votos, num total de 3.241, a favor de Roberto Andrade:

Roque Citadini, um candidato conciliador, teve uma votação expressiva no pleito do Corinthians

Roque Citadini, um candidato conciliador, teve uma votação expressiva no pleito do Corinthians

1. A máquina administrativa a favor do candidato situacionista funcionou, o que, de resto, infelizmente, é histórico no clube. Pontos estratégicos de boca de urna e para propaganda ao ar livre foram ocupados já na noite anterior, não deixando espaço para a oposição trabalhar. Exemplo: os seguranças do clube colocaram o carro de som da situação na entrada do MiniGinásio, onde as eleições se realizaram e o Trio Elétrico da Oposição a cem metros dali.

Além disso, o Corinthians possui mais de 500 funcionários, que também têm carteirinha de sócio e estavam praticamente todos vestidos com a camisa do candidato Roberto Andrade, atuando no corpo a corpo. Para uma eleição que se avizinhava apertada, estes aspectos, pouco levados em conta por quem não convive internamente no clube, podem ser decisivos. E foram.

2.
Mais decisivo, porém, foi o fato de a oposição demorar a unir-se em torno de uma só candidatura. Para se ter uma ideia, no último dia do registro da chapa de candidatos ao Conselho Deliberativo e Presidente e Vices da diretoria (16/01), foi comunicado que a cabeça da Chapa havia mudado.
A surpresa causou, como seria natural, perplexidade e insegurança entre os apoiadores das duas chapas (Paulo Garcia e Roque Citadini), que, naquele momento, se fundiram em uma só.
Paulo Garcia, à esquerda, e Osmar Stábile se juntaram para apoiar candidatura conciliadora de Roque Citadini

Paulo Garcia, à esquerda, e Osmar Stábile se juntaram para apoiar candidatura conciliadora de Roque Citadini

Só que política não é um armazém, onde uma caixa de laranja ou de banana se une uma a outra e se obtém um resultado que é a soma exata das duas caixas.

Como diz a letra de Geraldo Vandré na música de Theo de Barros, Disparada, “porque gado a gente fere, tange ferra, engorda e mata. Mas com gente é diferente…”
Havia candidatos a conselheiros na Chapa de Citadini que perderam esta condição, uma vez que o acordo entre os presidenciáveis, mantinha os vices da Chapa de Garcia e praticamente todos os seus candidatos a conselheiros trienais.
A falta de preparação aos aliados dos candidatos para esta aliança, principalmente do lado de Garcia, e que parecia impossível até os 44 minutos do segundo tempo, também foi desastrosa.
CANDIDATO CONCILIADOR
De qualquer maneira, faltando míseros 19 dias para as eleições, Roque Citadini assumiu o papel de um candidato conciliador e absolutamente disposto ao trabalho. Jogou-se na campanha, estabeleceu uma ligação direta com os sócios e mostrou entusiasmo até o último minuto da eleição.
Lutando contra a máquina administrativa e um candidato que teve no ex-presidente Andrés Sanchez, ainda o maior cabo eleitoral do clube, seu padrinho político, fez bonito.
No trabalho de campo, seu vice-presidente Osmar Stábile, superou divergências antigas entre ambos e foi um aliado leal e igualmente trabalhador. Eles, que estiveram separados politicamente por tanto tempo, conseguiram formar uma dupla harmônica, onde o principal elemento era o respeito mútuo.

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HABILIDADE DE CITADINI
Roque também teve habilidade para contornar arestas internas, encontrou paciência interior maior do que a de Jó, da Sagrada Bíblia, para ouvir conversas improdutivas e foi em frente sempre.

Era dedicado o tempo todo e ouvia sugestões. Principalmente quando respeitava, segundo ele próprio afirmava, quem as oferecia.
Ficou a impressão de que, com mais de 30 dias de campanha, ele ganharia as eleições.
Não é opinião pessoal. As pesquisas diziam que sua curva de intenção de votos era claramente ascendente.
Às vezes as pessoas certas não se encontram no lugar e na hora certa. Ocorre destes encontros acontecerem com um pouquinho de atraso.
Porém, o mais importante é que se encontram. Ou se reencontram.
E três anos passam mais rápidos do que a gente pensa.