Por que o 'tostão' venceu o 'barão' em Limeira?

Por que o 'tostão' venceu o 'barão' em Limeira?

Em atuação irreconhecível, Ponte perde em Limeira

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Na disputa do tostão contra o barão, deu tostão. O time da Inter de Limeira, com a menor folha salarial do atual Campeonato Paulista, venceu de virada um adversário com boleiros de conta bancária quilometricamente superior, caso da Ponte Preta, por 2 a 1, na tarde/noite desta segunda-feira. (foto: Pedrinho Sarti/Inter)

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Como justificar essa incontestável derrota da Ponte Preta no Estádio Major Levy Sobrinho, em Limeira?

Simples. Basta fazer o contraponto das resposta incoerentes do treinador pontepretano Gilson Kleina, durante entrevista coletiva pós-jogo.

Enquanto Kleina enfatizou que a sua equipe está em construção e que surgiram lesões de laterais, do lado do time limeirense o iniciante treinador Elano Blumer foi obrigado a improvisar um zagueiro destro – caso de Balardim – na lateral-esquerda, e ainda proceder a estreia do colombiano Elacio Cordoba na lateral-direita.

Enquanto Kleina usou subterfúgio de campo pesado como uma das justificativas pela pobreza técnica de sua equipe, Elano Blumer compactou a sua Inter, de forma a ganhar a chamada segunda bola, para reiniciar as jogadas e se prevalecer no quesito posse de bola.

‘PRESSIONAR LÁ EM CIMA’

Kleina falou que a sua Ponte Preta não conseguiu ‘pressionar lá em cima’, mas não explicou que seu time sequer se posicionou ‘lá em cima’ após abrir o placar logo aos quatro minutos, na única jogada lúcida de sua ofensiva durante o primeiro tempo.

Após toque envolvente de Apodi para Yuri, a bola chegou à cabeça do atacante Bruno Rodrigues, que se antecipou à marcação do zagueiro João Vitor, para testar e marcar.

Como a Ponte vai se posicionar ‘lá em cima’ se não houve fluxo natural de jogadas pra bola ficar no campo ofensivo?

Se a defesa pontepretana abusa da chamada bola ‘quebrada’, claro que o adversário tem mais possibilidades de desarme, para recomeço de jogadas.

Por sinal quando houve progressão com os laterais titulares, casos de Jeferson e Guilherme Lazaroni?

Contra a Inter, sequer o volante Bruno Reis conseguiu dar início às jogadas, o que provocou espaçamento dos compartimentos.

INTER ATACOU

Elano, predisposto a observar sua Inter no ataque logo no início, soltou os seus laterais para coadjuvarem Lucas Braga e Tomaz, atacantes de beiradas.

Assim a Inter tinha fluxo em jogadas ofensivas, sem contudo manifestar capacidade de penetração para ameaçar a meta pontepretana durante o primeiro tempo.

Como a recomposição dos atacantes de beiradas da Ponte – Bruno Rodrigues e Apodi – tem sido insatisfatória, compete ao comandante a devida correção, ou buscar outras alternativas.

Numa zaga em que sabiamente Cléber Reis não retomou à fase antiga e falha sistematicamente, que o meio de campo fica desprotegido basicamente com os dois volantes, que o meia João Paulo quase não desarma quando faz a recomposição, é natural que o adversário aproveite os espaços para trabalhar a bola, como foi o caso da Inter.

GOL DE EMPATE

Assim, a vulnerabilidade da Ponte propiciou que a Inter chegasse ao empate aos dez minutos do segundo tempo.

Bola tocada de pé em pé entre Tomaz, Lucas Braga e Murilo Rangel diz tudo, quando este último ficou cara a cara com o goleiro Ygor Vinha e só tocou pra rede.

Claro que um time desarrumado, como o da Ponte, continuaria assediado. E isso se prolongou até os 34 minutos, quando novamente Murilo Rangel, agora em cobrança de falta, desempatou para a Inter.

DANRLEY

Só pra rebater o último argumento improcedente de Kleina, quando falou que a entrada de Danrley no meio de campo, no lugar de Bruno Reis, teria servido para a Ponte equilibrar a partida, a resposta está nos fatos.

A Inter quis administrar a vantagem e a Ponte sequer ameaçou.

A única chance criada pela Ponte naquele período foi em falha do zagueiro Oliveira, novamente em um quarto minuto, que João Paulo desperdiçou, ao propiciar a defesa do goleiro Rafael Pin.

De positivo para Kleina, neste jogo, apenas a coragem para sacar o improdutivo Roger que, sem movimentação, se transformou em ‘peso morto’ na equipe.