Por que Dos Anjos errou tanto no início na Ponte Preta?

Como um treinador rodado como Dos Anjos pautasse por intolerante teimosia ao escalar jogadores contestados pela torcida e segmentos da mídia

Isso nos remete a justos elogios ao treinador e a sua comissão técnica, porque a tarefa de transformação de uma equipe é difícil

Hélio dos Anjos - Ponte Preta
Hélio dos Anjos comanda a Ponte Preta no retorno a Série A-2. Foto: Diego Almeida/ PontePress

Campinas, SP, 26 (AFI) – Evidente que acerto em contratações pontuais – a partir da abertura da janela – foi decisivo para que o time da Ponte Preta ganhasse nova cara, assim como é necessário reconhecer que tanto no aspecto técnico como tático também se verificou considerável melhoria de rendimento da maioria dos jogadores.

Isso nos remete a justos elogios ao treinador Hélio dos Anjos e a sua comissão técnica, porque a tarefa de transformação de uma equipe outrora desacreditada é extremamente difícil.

O intrigante, nesta história, é como um treinador rodado como Dos Anjos pautasse por intolerante teimosia ao escalar jogadores contestados pela maioria dos torcedores e segmentos da mídia por um período.

Isso ocorreu na reta de chegada do Paulistão – que culminou com o rebaixamento – até várias rodadas desta Série B do Campeonato Brasileiro, quando a Ponte Preta flertou com a turminha da zona da encrenca.

FABRÍCIO

Quem se dispuser verificar as últimas quatro rodadas do Paulistão passado vai constatar que, apesar da instabilidade, o goleiro Ygor Vinhas foi mantido, desconsiderando-se que o clube dispunha, no elenco, do então reserva Caíque França.

Intolerável foi a condição de intocável do quarto-zagueiro Fabrício, mesmo com sucessivas falhas.

Das últimas quatro partidas do Paulistão, ele só ficou de fora na derrota para o Água Santa, em Campinas, quando, impossibilitado de ser escalado, cedeu vaga para Dedé, sem que o atleta estivesse em condição favorável para jogar.

Conclusão: a falha grotesca cometida por ele foi decisiva naquela derrota, que deixou o clube à beira do rebaixamento.

KEVIN

Acreditem: os laterais da equipe Kevin e Jean Carlos foram um convite para que adversários explorassem os respectivos setores.

Nos últimos quatro jogos citados, o meia Matheus Anjos atuou em todos. Como isso pode ocorrer?

Afora isso, o pontepretano se enervou ao ver em campo jogadores contestados como os atacantes Pedro Júnior, Niltinho e Josiel.

Alguns dirão que Dos Anjos procurava se virar com aquilo que dispunha no elenco, mas convenhamos que poderia recorrer a outras alternativas.

O zagueiro Fábio Sanches, por exemplo, estava encostado e só depois foi reincorporado.

A prática mostrou que Igor Formiga é bem melhor que Kevin, além da possibilidade de se buscar na base opções melhores entre os volantes, como foi o caso de Felipe Amaral.

O intrigante é como alguém que se mostra capaz de colocar intensidade em sua equipe, que usa sabedoria para o processo de depuração e indicação a dedo para contratações pontuais de jogadores – na janela – tenha errado tanto no início de sua trajetória na própria Ponte Preta. 


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