Por que a Ponte não enfrenta a crise com demissões de Bolicenho e Marcus Vinícius?

Choque no Departamento de Futebol seria uma alternativa para evitar a degola

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Já que três treinadores se revezaram no comando da Ponte Preta durante este Campeonato Brasileiro, e o time conquistou míseros 15 pontos e caminha a passos largos rumo ao rebaixamento à Série B, a receita para tentar modificar este estado de coisa seria um choque no comando do Departamento de Futebol Profissional, que implicaria nas demissões do supervisor Marcus Vinícius e do executivo Ocimar Bolicenho.

Cadê a coragem do presidente Márcio Della Volpe para demiti-los? Motivos estão aí de sobra. Não bastasse trazerem esse punhado de jogadores claramente fracos, típicos de Série B, ainda não conseguem motivar o grupo.

É tolerável um ou outro erro de contratação, mas o que fazer com o exagero? Aí, metaforizando uma passagem bíblica, ‘o salário do pecado é a morte’. Ou seja: demissões de ambos.

Nem persuadir jogadores pontepretanos para que tivessem ‘gana’ pra ganhar da Portuguesa conseguiram. Como bem disse o goleiro Roberto em entrevista à Rádio Bandeirantes-Campinas, após a derrota para a Portuguesa por 2 a 1 em São Paulo, nesta quarta-feira, nem todos os jogadores estão comprometidos com aquele algo mais para que o time saia da incômoda situação

LUSA É FRACA

E olha que a Portuguesa é fraca e candidata sim ao rebaixamento. Portanto, era jogo pra Ponte sinalizar com vitória. Pelas circunstâncias, até o empate era desprezível, mas a equipe conseguiu perder para uma Portuguesa que fazia uma partida horrorosa durante o primeiro tempo.

Aí, imprudentemente, o volante pontepretano Fernando Bob – que não jogava nada – cometeu pênalti porque perdeu o tempo da bola, atingindo o jogador Diogo, em lance convertido pelo atacante Gilberto.

Daí pra frente a Ponte só piorou. Por falha individual do lateral-direito Régis – que jamais convenceu desde que lhe deram camisa no time – a Lusa ampliou no começo do segundo tempo, através do atacante Gilberto.

Se pudesse, logo no intervalo o treinador Jorginho, da Ponte Preta, trocaria meio time. O lateral Régis sempre foi batido em jogadas da Lusa previamente programadas pelo seu setor. Por sorte, na maioria das vezes teve cobertura de companheiros. Os volantes Fernando Bob e Fernando não marcavam bem e muito menos participavam da organização do time. Se o meia Chiquinho fosse trocado não haveria qualquer injustiça porque jogou mal. E alguém pode dizer como o atacante Rafinha chegou na Ponte Preta? Quais as credenciais para ser escalado? Ele e o também atacante Dênis. Antes o treinador Jorginho tivesse dado chance pra algum moleque dos juniores. No mínimo ficaria do mesmo tamanho.

JORGINHO

O reflexo desta boleirada pontepretana jogar tão mal foi a desolação de Jorginho, flagrado pela televisão aos 46 minutos do segundo tempo, quando a viola só não ficou em cacos porque o goleiro Roberto praticou duas extraordinárias defesas.

E quando nada mais se esperava do jogo, o meia Adrianinho, em cobrança de falta, marcou um belo gol. Mas ele jogou bem? Claro que não. Entrou em campo com ansiedade, queria mostrar serviço, e até cometeu falta dura, que resultou em cartão amarelo.

E Adrianinho só entrou no jogo porque a torcida da Ponte presente ao Estádio do Canindé pediu e Jorginho não quis contrariá-la.

Pra arrematar, fica a sugestão em caso de o presidente Della Volpe ter coragem de demitir os incompetentes Marcus Vinícius e Ocimar Bolicenho: tente convencer o ex-dirigente Peri Chaib pra controlar o futebol do clube. Peri dispensa qualquer centavo por serviços prestados à Ponte e tem trânsito na CBF, se eventualmente o clube precisar de representatividade. Difícil seria convencê-lo a aceitar o convite.