Por incrível que pareça, ainda existe amor à camisa na bola
Por incrível que pareça, ainda existe amor a camisa no futebol
Hoje o futebol é extremamente profissional. Acabou aquela história de amor à camisa. O atleta não tem mais a sinergia com o clube. Quem manda na carreira dele é o empresário, que sempre procura um ganho melhor para ambos, o que é correto. Isso ocasiona a troca de camisa a cada temporada ou a cada campeonato.
Mas dois fatos do último domingo, no clássico entre São Paulo e Corinthians, mostraram que também existem exceções para esse assunto. Os protagonistas foram Betão e Rogério Ceni.
Quase no final do jogo, quando Betão marcou o seu gol, que deu a vitória ao Corinthians, ele deixou de comemorar e começou a chorar. Mostrou que nessa hora o homem estava acima do profissional, com o seu caráter e dignidade.
Pelo lado do São Paulo, Rogério Ceni sofreu uma contusão na panturrilha, ainda no primeiro tempo. Entrevistado no intervalo, declarou que acreditava que não voltaria para o segundo tempo. Na sua reserva estava o jovem goleiro Fabiano de 19 anos, que nunca tinha jogado no profissional.
Não sei o que aconteceu no vestiário, mas o técnico Murici Ramalho não quis fazer a substituição. Isso ocasionou o sacrifício do maior ídolo do elenco do São Paulo, que voltou para o segundo tempo se movimentando com muita dificuldade.
Betão, até hoje, só vestiu a camisa do Corinthians. Rogério Ceni só jogou no São Paulo. Fatos como esses são difíceis de acontecer, mas quando surgem mostram que além da paixão do torcedor, o futebol pode ter também o amor do atleta pelo clube.





































































































































