Ponte vence, mas falta melhor leitura de jogo ao treinador Fábio Moreno
Vitória contra o Botafogo foi a primeira no Paulistão
Ponte vence, mas falta melhor leitura de jogo ao treinador Fábio Moreno

A irregularidade do Botafogo era o combustível favorável à Ponte Preta para arrancar de Ribeirão Preto a primeira vitória no Paulistão, por 1 a 0, na noite deste sábado.
E a Ponte só correu algum risco na partida devido à inexperiência de seu treinador Fábio Moreno que, nervoso na área técnica do gramado, faltou-lhe a real leitura de jogo para tomada de providências práticas.
Se no início ele teve percepção que o atacante de beirada Pedrinho teria que recuar para fazer dobra de marcação sobre o rápido atacante Dudu, do Botafogo, que levava vantagem sobre o improvisado Marcos Júnior na lateral-direita, no segundo tempo poderia ter fortalecido a pegada no meio de campo, de forma a evitar que o Botafogo aumentasse o seu volume de jogo ofensivo.
DUDU
Antes de a marcação da Ponte Preta ter sido ajustada no lado direito de sua defesa, o Botafogo havia oferecido perigo na jogada em que Dudu serviu Richard, em condições de completá-la, mas ele não conseguiu chegar na bola, aos quatro minutos.
Depois disso, por três vezes foi a Ponte quem criou embaraço ao Botafogo.
João Veras precisa aprender que atacante deve ficar antenado a rebotes de goleiros adversários.
Quando Igor Bohn, do Botafogo, espalmou a bola para o seu campo de jogo, em chute do meia Thalles, João Veras chegou desequilibrado no lance, porque não estava atendo para concluir.
O mesmo se aplica a Thalles quando Marcos Júnior, no fundo de campo, cruzou para trás. Desequilibrado, Thalles chutou fraco e desperdiçou.
O desenho da partida era favorável à Ponte Preta, mas um descuido à marcação de Dudu só não custou caro porque a finalização dele foi fraca, aos 39 minutos, e Ygor Vinhas, goleiro pontepretano, defendeu.
Embora não tivesse flagrante superioridade, a Ponte foi premiada aos 45 minutos com jogada individual do atacante Moisés, que do fundo de campo colocou a bola na área e o volante Léo Naldi, de carrinho, concluiu pra rede: Ponte 1 a 0.
FORTALECER A MEIÚCA
Com duas ‘pontadas’ do Botafogo em menos de seis minutos do segundo tempo – através de Rodrigo e Emerson -, já era para Fábio Moreno ter observado a necessidade de ‘encorpar’ o cinturão de marcação na cabeça da área, de forma a picotar jogadas do adversário no nascedouro.
Na cabeçada de Émerson o goleiro pontepretano Ygor Vinhas praticou defesa com grau de dificuldade, e isso se repetiu em conclusão de Richard, além de lance posterior em que, na cabeçada dele, a bola chocou-se contra o poste esquerdo da meta pontepretana.
Por isso que exceto Moisés, o treinador Fábio Moreno poderia ter trocado ou o atacante Pedrinho, ou Moisés por um jogador de contenção, – até porque ficou claro o objetivo de sua equipe em apenas contra-atacar.
Todavia Moreno preferiu correr risco desnecessário e o preço só não foi salgado pela fragilidade do adversário, que preferiu insistir em alçar a bola à área pontepretana que, embora rechaçasse a maioria, era perceptível o desajuste a partir do trigésimo minuto, quando o estreante lateral-esquerdo Jean Carlos deu lugar ao instável Anderson, e o time deixou de contar com os cabeças-de-área Léo Naldi e Vini Locatelli, para entradas de Igor Maduro e Robinho.
Naquela altura, Moreno não teve percepção que o treinador interino do Botafogo, Valdir Benedito, mudou o atacante Richard de lado, para o setor esquerdo, ocasião que Pedrinho já não ajudava na marcação e Marcos Júnior tinha dificuldades para ‘brecar’ o ímpeto do botafoguense.
Até os 45 minutos do segundo tempo, Moreno manteve a estrutura do time no 4-3-3, ocasião em que sacou Pedrinho para a entrada de Papa Faye.
AJUSTES
Embora Pedrinho e Moisés sejam dribladores, não se recomenda que abusem da individualidade quando o time adversário duplica a marcação.
Por isso deve sempre haver aproximação de companheiros, para que o atleta possa ter discernimento do momento do drible ou passe.
A Ponte ainda carece daquele meia que saiba controlar o jogo, ora colocando mais intensidade, ora com sabedoria para esfriá-lo.
A velha mania de troca de passes ou recuo de bola improdutivos no compartimento defensivo continua, o que permite recomposição do adversário para se organizar na marcação.
O tempo passa e essas coisas não são ajustadas. Logo, a comissão técnica tem que ser cobrada sim.





































































































































