Ponte só teve ‘refresco’ quando o Mirassol cansou; por isso saiu derrotada

Depois de horroroso primeiro tempo, equipe melhorou na outra etapa

Ponte só teve ‘refresco’ quando o Mirassol cansou; por isso saiu derrotada

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Caro pontepretano, você sabia que o ex-meia Marcelo Borges, ídolo de seu clube no final da década de 90, é comentarista de futebol em Goiânia? Ele é o focalizado na coluna Cadê Você.

Nesta derrota da Ponte Preta para o Mirassol por 1 a 0, na noite deste domingo no campo do adversário, acertou o árbitro Leandro Bizzio Marinho ao anular dois gols do Mirassol, ocasião em que os zagueiros Wellington Silva e Edson Silva estavam impedidos.

O tema nas rodinhas de pontepretanos nesse pós-jogo será por que a Ponte fez um primeiro tempo horroroso e houve melhora de rendimento na segunda etapa?

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Primeiro é preciso reconhecer que o Mirassol entrou em campo a mil por hora. Colocou em prática a chamada marcação alta, de saída de bola do adversário, e quando os pontepretanos desmanchavam as jogadas, ficava evidente a falta de criatividade da equipe para trabalhar a bola sem os espaços desejados.

Escalada com três volantes sem criatividade para incursões ofensivas – casos de João Vitor, Jefferson e Marciel -, com o meia Daniel se escondendo do jogo, lateral-direito Emerson não dando fluxo na transição ao ataque e Silvinho perdendo todas as bolas que caíam em seus pés, não havia como se esperar algo prático do time.

De nada adiantava o desdobramento do atacante Fellipe Cardoso na tentativa de segurar a bola na ofensiva, pois ficava isolado.

UM CHUTINHO

Assim, irremediavelmente o goleiro Fernando Leal, do Mirassol, só pegou na bola num chutinho de Daniel, que mais parecia um recuo.

E foi naquele período de supremacia em campo que o Mirassol tirou proveito para marcar o seu gol através do atacante André Luís, aos 37 minutos.

Na cobrança de falta do meia Xuxa, Jefferson quase marcou contra, na tentativa de interceptação, exigindo defesa parcial do goleiro Ivan. Aí o rebote foi aproveitado em chute certeiro.

MIRASSOL SE DESGASTOU

Da forma como correu no primeiro tempo, era sintomático o desgaste físico do Mirassol bem antes da metade do segundo tempo.

Logo, aquela forte marcação já não existia, e houve preocupação da equipe em recuar na tentativa de administrar a vantagem.

Foi quando a Ponte encontrou espaços para a saída de bola e aproveitou a marcação já afrouxada do adversário para levá-la ao ataque, sem que isso resultasse na criação de jogadas bem trabalhadas.

Prova disso foram apenas duas reais oportunidades criadas no segundo tempo, sem que originassem de organização.

Primeiro foi o chute fortíssimo de Marciel do ‘meio da rua’, que o goleiro Fernando Leal rebateu. Depois a cabeçada do zagueiro Renan Fonseca após cobrança de escanteio, quando novamente o reflexo de Fernando Leal foi exigido.

ALTERAÇÕES

Constata-se que as alterações feitas pelo treinador pontepretano Eduardo Baptista não resultam em ganho, pois são jogadores que se equivalem tecnicamente.

Apesar da matemática requerer atenção com a parte de baixo da tabela de classificação, é difícil acreditar que em três jogos em seus domínios a Ponte vai deixar de atingir o objetivo de classificação à segunda fase do Campeonato Paulista.

Preocupação pra valer será na remontagem do time para o Campeonato Brasileiro da Série B. Aí o buraco é mais embaixo.