Ponte Preta x Santos - Após oitava estreia sem vitória, Macaca joga na pressão!
Derrota e atuação contra Oeste deixaram torcedores pontepretanos preocupados
Ponte Preta x Santos - Após oitava estreia sem vitória, Macaca joga na pressão!
Campinas, SP, 02 (AFI) – A derrota para o Oeste, por 3 a 1, na estreia acendeu o sinal de alerta na Ponte Preta e aumentou a pressão por parte da torcida. Afinal, este foi oitavo ano consecutivo que a Macaca não conseguiu vencer na estreia do Campeonato Paulista. E para tentar provar que o revés foi apenas um acidente de percurso, a Macaca tenta surpreender um dos favoritos ao título, o Santos, adversário desta quarta-feira, às 21h45, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas.
Para tentar “amansar” os torcedores e deixei o clima no Majestoso mais favorável, a diretoria alvinegra lançou uma promoção para este jogo. Os ingressos para o novo setor de geral (na cabeceira da entrada principal) sairão por R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada). São 3,3 mil ingressos à venda e mas 500TC+ para o setor. Os demais setores de arquibancadas terão valor de R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia) – mesmo valor válido para o setor visitante.
Se o clima na Ponte é de pressão, no Santos a tensão por um resultado positivo parece passar longe. O Peixe também não teve uma grande estreia. O time praiano esbarrou no São Bernardo, em plena Vila Belmiro, e só empatou por 1 a 1. Um novo tropeço fará o time continuar fora do Z2 do Grupo A. Hoje, é o terceiro colocado, enquanto a Macaca é a lanterna do Grupo B.
TABU DE ESTREIAS
Apesar de a performance do time ter assustado, estreias ruins são comuns na vida da Ponte Preta no Paulistão. Foi a oitava estreia seguida sem uma vitória. A última vez que isso aconteceu foi em 2008. Na oportunidade, os alvinegros bateram o Ituano, por 4 a 2, em casa. Depois disso, foram três empates e cinco derrotas.
Em 2009 e 2010, acumulou empates com Oeste, fora, por 0 a 0, e com o Santo André, por 1 a 1, respectivamente. Nos dois anos seguintes, vieram derrotas seguidas para Mirassol, por 2 a 1, e São Caetano, por 1 a 0, ambas fora. Em 2013, empate sem gols com Mogi Mirim, em casa. Em 2014 e 2015, novos reveses para Botafogo, por 1 a 0, fora, e para Portuguesa, por 3 a 2, em Campinas.
MUDANÇAS E ESTREIAS
O técnico Vinícius Eutrópio decidiu fazer várias mudanças no time da Ponte Preta, após a derrota para o Oeste. A principal novidade já confirmada será o volante João Vítor, ex-Palmeiras, que foi regularizado e deve ganhar posição do atacante Taiberson. Fato que deixará a Ponte com três volantes.
Outros dois jogadores perderam posição após decepcionarem na estreia. Entre eles, estão o zagueiro Fábio Ferreira e o volante Marcos Serrato. Eles darão lugares Tiago Alves e Eurico, embora o recém-contratado Jonas concorra com este último. A lista pode aumentar para três sacados, caso Rhayner entre na vaga de Clayson. Por fim, o atacante Wellington Paulista, suspensão por expulsão, será substituído por Alexandro.
A tendência é de que o esquema também seja alterado. Se na estreia atuou com o 4-2-3-1, agora, Eutrópio deve apostar no 4-1-4-1, com Eurico mais preso, Elton e João Vítor com mais liberdade, além de Felipe Azevedo e Clayson ou Rhayner mais abertos e Alexandro na referência.
Eutrópio continua com dificuldades para achar a formação ideal, uma vez que alguns reforços que chegaram ainda não estão em boa forma física e técnica e outros não corresponderam. O setor mais frágil é o meio-campo, com a utilização de alguns novatos. De forma geral, em relação ao Campeonato Brasileiro de 2015, o elenco perdeu seis titulares e a diretoria não conseguiu repor estas peças à altura.
CRÍTICA E MANUTENÇÃO
O técnico Dorival Júnior não gostou do que viu na estreia do Santos contra o São Bernardo na Vila Belmiro. Segundo o comandante, a equipe fugiu do seu estilo no primeiro tempo, quando levou o primeiro gol e se complicou. Porém, o técnico reconheceu a melhora na segunda etapa.
“Foi a primeira partida em que nós fizemos tudo diferente do que vínhamos fazendo sempre. Começamos a jogar com bolas retas, tentando penetrações esticadas, com a defesa adversária ‘plantada1. Vimos ansiedade na troca de passes. Com isso, dificultamos muito nossas ações, demos condições para que o São Bernardo se aproveitasse”, afirmou Dorival.
Apesar das críticas, o treinador não pretende mudar o time. Um dos maiores problemas do Santos está na defesa, onde comandante conta apenas com dois jogadores no setor, casos de Gustavo Henrique e Lucas Veríssimo. David Braz e Paulo Ricardo estão machucados.





































































































































