Ponte Preta x Atlético-MG - Só restou seu amor, torcedor!

Sem perspectivas nos bastidores e dentro da campo, só sobrou a Macaca se apoiar em sua fanática torcida

Cada vez mais próxima da Série B, a Macaca aposta mais uma vez na força de sua fanática torcida para iniciar uma improvável arrancada diante do Atlético-MG, nesta quarta-feira, às 21 horas, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, pela 27ª rodada.

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Campinas, SP, 08 (AFI) – Os matemáticos já apontam para quase 95% de chances de rebaixamento no Campeonato Brasileiro (veja os números). Afinal, para escapar, a Ponte Preta precisará, no mínimo, vencer sete dos últimos 12 jogos e, ainda assim, pode não ser suficiente. A diretoria já evita dar entrevistas, enquanto afunda o clube nas dívidas (confira aqui). Um dos menos culpados em toda a trágica histórica, o técnico Jorginho tenta manter o discurso otimista, mas o mau futebol apresentado não permite sonhar. O que sobrou? O amor da torcida. Cada vez mais próxima da Série B, a Macaca aposta mais uma vez na força de sua fanática torcida para iniciar uma improvável arrancada diante do Atlético-MG, nesta quarta-feira, às 21 horas, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, pela 27ª rodada.

0002048115270 imgFoto: Victor Hafner/Ponte Press

Apesar do campeonato lastimável da Alvinegra, o torcedor tem demonstrado toda sua fidelidade, nas últimas rodadas. Quando a diretoria se propôs a colocar um fim aos preços elitistas dos ingressos, que fogem aos padrões do Brasil e da tradição popular do clube, o torcedor mostrou sua força. Motivados pelas promoções e pela campanha “1% de chance, 100% ao seu lado”, mais de dez mil torcedores encheram o Majestoso contra o Flamengo. Contra o Deportivo Pasto-COL, quase 15 mil. E contra o Náutico, novamente quase 13 mil pagantes.

No entanto, foi justamente a derrota para o Timbu, por 2 a 1, com o Majestoso incandescente, que parece ter jogado “água no chope” da Ponte. O estádio inflamado sucumbiu a uma virada nos últimos minutos. Após isso, vieram derrota para o Atlético-MG (4 x 0) e empate com o Bahia (1 x 1). Sequência ruim, que segurou o time na penúltima posição, com 23 pontos, sete a menos que o São Paulo, primeiro fora do Z4.

Somente uma vitória sobre o campeão da Libertadores poderá reacender, pelo menos um pouco, a chama de esperança da torcida, que parece ter se apagado, após a tragédia contra o Náutico. Mesmo com a promoção de ingressos a R$ 5 – para quem vestir a camisa pontepretana -, a expectativa é de que o público fique abaixo dos últimos jogos.

De favorável a Jorginho e seu time, somente o fato de que o Galo deva entrar em campo com um time misto. Sem chances de título, garantido na Libertadores e focados no Mundial de clube, os mineiros miram o clássico com o virtual campeão Cruzeiro no final de semana. Vencer o rival virou questão de honra. Nem que o preço seja uma derrota nesta quarta. Mas nada que irá afetar a condição de quem passeia na tabela do Brasileirão, com 39 pontos, na quinta posição.

Macaca ousada
Precisando vencer a qualquer custo, o técnico Jorginho já adiantou que o time deve ser ainda mais ofensivo do que de costume. O que indica que o meia Elias deva ganhar a concorrência com os volantes Fernando e Fernando Bob pela vaga do volante Fellipe Bastos, suspenso pelo terceiro amarelo. “Somos um dos times que mais finaliza, mas estamos precisando acertar a mira”, afirmou.

A outra modificação que deve ser feita em relação ao time que atuou na Bahia será a saída do lateral-direito Régis. O jogador não foi bem e o zagueiro César deve ser improvisado no setor. “O César tem muita força para atuar no setor. Além disso, ele já foi atacante e já atuou na lateral, em outros clubes”, justificou.

Os desfalques certos serão o lateral-direito Artur e o meia Chiquinho, lesionados, além do atacante Leonardo, que está impedido de atuar por contrato, por pertencer ao Galo. Há também o lateral-direito Advíncula e o meia Ramirez, que estão servindo a seleção peruana. O meio-campista, aliás, já não vem sendo aproveitado por Jorginho e treina em separado.

Vai de Galo “B”?
O técnico Cuca não confirma, mas deve poupar boa parte do time titular para disputa do clássico com o Cruzeiro, no final de semana. Até porque o treinador tem 12 jogadores pendurados com dois cartões amarelo. E seis deles são titulares: o zagueiro Leonardo Silva, o lateral-direito Marcos Rocha, os volantes Pierre e Josué e os atacantes Luan e Diego Tardelli.

Dos demais pendurados, quatro já não poderiam entrar em campo de qualquer maneira. Os laterais Michel e Richarlyson, o meia Ronaldinho Gaúcho e o atacante Guilherme continuam fora por lesão. Como o treinador tem poucas opções, o volante Leandro Donizete e o meia Rosinei, também com dois cartões, devem ir a campo.

Do time titular, devem jogar apenas o lateral-esquerdo Júnior César, que volta de lesão, e o meia Fernandinho. O zagueiro Réver continua fora por conta de lesão, enquanto o goleiro Victor e o atacante Jô servem a Seleção Brasileira. Com isso, as outras novidades serão, o goleiro Giovanni, o lateral-direito Carlos César, os zagueiros Emerson e Jemerson, o volante Lucas Cândido e os atacantes Neto Berola e Alecsandro.

Cuca não revelou o time, mas os jogadores também parecem preocupados com o clássico. “Se eu fosse o Cuca, pouparia. Ele não nos passou nada, mas todos querem jogar o clássico. Não que o jogo com a Ponte não seja importante”, desconversou Emerson. “A opção é do Cuca, mas todos estão preparados para jogar”, concordou Giovanni.