Ponte Preta: Torrano justifica déficit milionário de 2025
Segundo o presidente, a recente passagem da equipe pela Série C do Brasileiro foi o principal catalisador do rombo
Torrano explicou que a saúde financeira da Ponte depende diretamente de dois pilares que falharam no último ano
Campinas, SP, 15 (AFI) – O presidente da Ponte Preta, Luiz Torrano, quebrou o silêncio sobre a delicada situação financeira do clube. Por meio de uma carta aberta, o dirigente detalhou os motivos que levaram ao déficit de R$ 33 milhões no balanço de 2025, recentemente aprovado pelo Conselho Deliberativo.
O pronunciamento ocorre em um momento de alta tensão, com especialistas alertando para o risco de continuidade das operações e o departamento de futebol lidando com atrasos salariais.
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MATEMÁTICA DO PREJUÍZO
Torrano explicou que a saúde financeira da Macaca depende diretamente de dois pilares que falharam no último ano: a venda de atletas e as cotas de televisão. Segundo o presidente, a recente passagem da equipe pela Série C do Brasileiro foi o principal catalisador do rombo, devido à drástica redução de receitas federativas.
“Constantemente, é explicado pela diretoria que quando não há venda de jogador, a Ponte Preta acaba observando déficit de pelo menos R$ 25 milhões no ano. Como disputamos a Série C no passado, as receitas foram extremamente reduzidas e deixamos de receber, só em cota de televisão cerca de R$ 7 milhões”, justificou o mandatário.
IMBRÓGLIO JUDICIAL
Outro ponto crítico abordado na carta foi a ressalva de auditores sobre a ação movida pelo ex-presidente Sérgio Carnielli, que cobra R$ 109 milhões da agremiação.
Torrano tentou tranquilizar os conselheiros e a torcida, afirmando que o processo já foi julgado em segunda instância e que a diretoria jurídica trabalha para que, caso chegue à terceira instância, “este valor seja bastante reduzido”.
CRISE SISTÊMICA
Para contextualizar o momento da Ponte, o dirigente ampliou a visão para o cenário nacional. Torrano relatou conversas recentes na sede da CBF, indicando que a escassez de recursos atinge diversos clubes das Séries A e B, muitos deles com fôlego financeiro apenas até o meio deste ano.
“O aspecto financeiro é negativo e crônico no futebol brasileiro como um todo”, desabafou Torrano, reforçando que a crise não é uma exclusividade do Estádio Moisés Lucarelli.
PRESSÃO EXTRACAMPO
Apesar das justificativas, a gestão atual enfrenta um cerco apertado. Além do Ministério Público do Trabalho investigar denúncias de assédio moral no clube, uma agência de fair play financeiro notificou a Ponte Preta para prestar esclarecimentos sobre as pendências com os jogadores.
O desafio da diretoria agora é transformar as explicações em soluções práticas para evitar que o colapso financeiro inviabilize o desempenho do time na sequência da Série B 2026.
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