Ponte Preta se fecha e aposta na marcação para se recuperar no Brasileirão

Eduardo Baptista deve apostar numa formação com três volantes

Eduardo Baptista deve apostar numa formação com três volantes

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Campinas, SP, 25 (AFI) – “É preciso tirar coisas boas de situações ruins”. Esta é a frase que o técnico Eduardo Baptista mais usou com os jogadores da Ponte Preta, com o objetivo de levantar o moral do grupo. O time vai enfrentar o Vitória determinado em se reabilitar de duas derrotas consecutivas, mesmo atuando no Barradão, em Salvador (BA), neste domingo à tarde, pela 11.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar dos momentos distintos na competição, o time paulista está com 13 pontos, um na frente do baiano.

Depois de perder para o Atlético-MG por 3 a 0, em Belo Horizonte, e de ser goleado em casa para o Cruzeiro, por 4 a 0, a defesa campineira passou a ser a mais vazada do Brasileirão, com 18 gols sofridos. Como já afirmou que o objetivo agora “é buscar o equilíbrio entre a defesa e o ataque” é certo que o time sofrerá mudanças, não apenas técnicas como apresentar um novo esquema tático.

NOVO DESENHO TÁTICO

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“Nós vamos usar o esquema 4-4-2 com variações. Precisamos redobrar nossa concentração para não sofrer gols. Com o sistema de marcação funcionando, tenho certeza de que poderemos marcar lá na frente. Isso já funcionou em outros jogos” justificou Baptista, que disse estar com a derrota para o Cruzeiro, quarta-feira, ainda na cabeça.

“Já revi o jogo duas vezes”, confessou e reiterou que sua preocupação não é com a parte física, “mas com o aspecto técnico e tático”.

Adepto do futebol mais aberto, Baptista deve ser mais precavido desta vez, mesmo porque acredita que o Vitória não usará três zagueiros como fez diante do Grêmio, quinta-feira, onde ganhou por 2 a 1, em Porto Alegre (RS). “Além de jogar em casa, o Vagner Mancini perdeu o Vitor Ramos, que levou o terceiro cartão amarelo” diz o técnico, lembrando ainda do potencial de finalização dos dois atacantes baianos: Kieza e Dagoberto.

ORDEM É MARCAR
Para este jogo, a time fez apenas dois treinamentos, apesar da provável mudança de posicionamento. Um na sexta-feira cedo, em Jaguariúna, cidade vizinha de Campinas, e com portões fechados, antes da viagem. E outro no sábado no centro de treinamento do Bahia, já em Salvador (BA).

“É muito pouco para fazermos mudanças drásticas, mas vamos desenhar um novo cenário para este jogo”, admitiu o técnico.

Trocando em miúdos, as principais mudanças estão no meio-campo. O meia Cristian deve ceder sua vaga para o volante Matheus Jesus, que atuaria ao lado de mais dois marcadores: Renê Júnior e João Vitor. O setor ainda ganharia mais força com a entrada do meia Thiago Galhardo, fechando o losango, no lugar do atacante Clayson.

O ataque seria formado apenas por Felipe Azevedo e Roger, artilheiro do Campeonato Paulista com 11 gols pelo Red Bull, e que não marcou nenhum gol em sete jogos com a camisa da Ponte Preta. Na defesa o titular Jeferson, após cumprir suspensão automática, volta na lateral-direita no lugar de Nino Paraíba, que faz mais o papel de ala.