Ponte Preta rejeita proposta para vender mando contra Corinthians

A Macaca vendeu o mando diante do Palmeiras e perdeu por 2 a 0 na Arena Pantanal, em Cuiabá

A Ponte Preta não vai mais vender nenhum mando de campo neste Campeonato Brasileiro. Quem garante é o vice-presidente Giovanni Dimarzio

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Campinas, SP, 29 (AFI) – A Ponte Preta não vai mais vender nenhum mando de campo neste Campeonato Brasileiro. Quem garante é o vice-presidente Giovanni Dimarzio. Nesta quarta-feira, o dirigente revelou que a empresa Roni 7, que tem como dono Roni, ex-atacante de Atlético-MG, Fluminense e Vila Nova, procurou a Macaca para que a partida contra o Corinthians, pela 29ª rodada, fosse realizada na Arena Pantanal, em Cuiabá. A proposta, porém, foi recusada.

No começo do campeonato, a Ponte aceitou a proposta feita pela Roni 7 e, por R$ 1 milhão, vendeu o duelo diante do Palmeiras, válido pela 11ª rodada. A Arena Pantanal recebeu cerca de 15 mil pessoas – em sua grande maioria palmeirense – e o Verdão venceu por 2 a 0. De acordo com Dimarzio, o valor oferecido pela empresa do ex-jogador para o jogo contra o Corinthians foi bem superior. Alguns fatores, porém, pesaram para que a Macaca falasse “não”.

Ponte Preta vendeu o mando de campo contra o Palmeiras e foi derrotada em Cuiabá

Ponte Preta vendeu o mando de campo contra o Palmeiras e foi derrotada em Cuiabá

“A empresa do Roni nos enviou na semana passada para vender o mando do jogo contra o Corinthians. Ela foi muito boa e melhor que a da partida diante do Palmeiras, mas prontamente rejeitamos e deixamos claro que não temos interesse em vender mais nenhum mando de campo. Estaremos na reta final do campeonato e queremos jogar no Moisés Lucarelli, contando com o apoio da nossa torcida”, destacou o vice-presidente alvinegro em entrevista à Rádio Bandeirantes, de Campinas.

Segundo Giovanni Dimarzio, o dinheiro da venda do mando de campo seria muito importante para os cofres da Ponte Preta, que deve fechar o ano, mais uma vez, no vermelho. No entanto, a diretoria não quer evitar um desgaste ainda maior com a torcida, principalmente os sócios-trocedores, que reclamaram bastante da decisão tomada no início do Brasileirão.

“Quando decidimos vender, foi combinado entre os membros da diretoria que seria apenas um jogo. Foi uma questão pontual, até pelo fato das duas partidas que fizemos com os portões fechamos. Não houve arrependimento, mas tivemos um desgaste com os torcedores. Para os cofres do clube seria muito importante vender esse mando, até porque o dinheiro entraria agora… Mas precisamos mais do que nunca do apoio da nossa torcida”, finalizou Dimarzio.

Sem vencer há seis jogos no Brasileirão – três empates e três derrotas – e cada vez mais próxima da zona de rebaixamento – 12º lugar, com 19 pontos -, a Ponte Preta volta a campo no próximo domingo, contra o Figueirense, às 16 horas, no Orlando Scarpelli, pela 16ª rodada. O técnico Guto Ferreira não terá o lateral-esquerdo Gilson e o atacante Biro Biro, suspensos pelo terceiro cartão amarelo. Por outro lado, os zagueiros Renato Chaves e Pablo, o volante Josimar e o atacante Cesinha retornam.