Ponte Preta tem receitas da CBF penhoradas após determinação da Justiça

O dinheiro bloqueado será usado para quitar pendências com ex-jogadores conhecidos, como Aranha, Léo Gamalho e Renato Cajá

A Ponte Preta havia até 30 de janeiro para regularizar a situação ou apresentar outra forma de garantia, mas, sem recursos, indicou receitas futuras da CBF.

Estádio Moisés Lucarelli, casa da Ponte Preta — Foto: Júlio Cesar Costa/ PontePress
Estádio Moisés Lucarelli, casa da Ponte Preta — Foto: Júlio Cesar Costa/ PontePress

Campinas, SP, 05 (AFI) – O Tribunal Regional do Trabalho determinou a penhora de R$ 1,54 milhão das receitas da Ponte Preta, que seriam provenientes da CBF pela participação na terceira fase da Copa do Brasil. O bloqueio tem como objetivo quitar parcelas atrasadas do Plano Especial de Pagamento Trabalhista (PEPT), acordo firmado em agosto de 2023 para unificar débitos em ações trabalhistas contra o clube.

Segundo decisão assinada pela juíza Bruna Muller Stravinski, a Macaca deixou de pagar 10 meses do compromisso. A Ponte Preta havia até 30 de janeiro para regularizar a situação ou apresentar outra forma de garantir o pagamento, mas, sem recursos, indicou receitas futuras da CBF como garantia.

NOVIDADE! Futebol Interior agora está nos Canais do WhatsApp. Participe agora!

PONTE PRETA E AS DÍVIDAS TRABALHISTAS

ponte preta
Torrano, presidente da Ponte Preta. Foto: Marcos Ribolli/ PontePress

O PEPT previa um depósito mensal de R$ 120 mil durante seis anos, totalizando R$ 8,64 milhões, com revisões periódicas para incluir novos débitos. Em agosto de 2023, já eram 38 processos em execução provisória, elevando o valor devido para cerca de R$ 11,1 milhões além do inicial.

A ordem judicial determina que a CBF retenha e transfira toda e qualquer receita pertencente à Ponte Preta, até o limite de R$ 1,54 milhão, para cobrir as parcelas vencidas. Com isso, o clube não terá acesso à parte das cotas referentes à Copa do Brasil, e possivelmente da Série B do Campeonato Brasileiro.

RECEITAS BLOQUEADAS DA CBF

O dinheiro bloqueado será usado para quitar pendências com ex-jogadores e ex-funcionários, incluindo nomes conhecidos como Aranha, Alexandre Gallo, Doriva, Fábio Ferreira, João Carlos, Léo Gamalho e Renato Cajá.

O ofício enviado à CBF nesta terça-feira (3 de fevereiro), exige que a entidade retenha “toda e qualquer receita devida à Associação Atlética Ponte Preta, presente e futura, até o limite da importância de R$1.540.000,00”.

DEFESA DO CLUBE

A diretoria da Macaca ainda aguarda definições sobre os valores a receber nos torneios. Segundo a advogada Talita Garcez, representante jurídica do clube, “como temos a receita da Copa do Brasil prevista para receber em março, pedimos para segurar esses valores referentes ao atraso. Se a Ponte não regularizar depois de receber o pagamento da CBF, aí esse valor fica penhorado”.

Confira também: