Ponte Preta rebaixada: do título da Série C à queda no Paulistão
Macaca iniciou o ano cercada de expectativas, mas viu o cenário desmoronar rapidamente após campanha irregular no Paulistão
Ponte Preta é rebaixada para a segunda divisão do Campeonato Paulista com uma rodada de antecedência
Campinas, SP, 09 (AFI) – A Ponte Preta viveu em 2026 um dos capítulos mais duros de sua história recente. Depois de encerrar a última temporada com a conquista histórica da Série C do Campeonato Brasileiro, a Macaca iniciou o ano cercada de expectativas, mas viu o cenário desmoronar rapidamente. O resultado foi um rebaixamento precoce no Paulistão, confirmado com uma rodada de antecedência e coroado com a pior campanha do torneio.
Os números ajudam a explicar o desfecho. Em sete partidas disputadas até aqui, a Ponte não venceu nenhuma vez, somou apenas um empate e sofreu seis derrotas. O desempenho ofensivo foi extremamente limitado: apenas dois gols marcados, o pior ataque da competição ao lado do Velo Clube. A fragilidade defensiva também chamou atenção, com 12 gols sofridos, marca que coloca o time empatado com o Primavera como a defesa mais vazada do estadual.
MAIS DETALHES
A queda não pode ser explicada apenas pelo que aconteceu dentro das quatro linhas. O início de temporada foi marcado por instabilidade administrativa e dificuldades financeiras. Um transfer ban imposto ao clube impediu a inscrição de reforços nas primeiras rodadas, forçando a comissão técnica a recorrer a jogadores da base que disputavam a Copa São Paulo de Futebol Júnior para completar o elenco principal em jogos do Paulistão.
A ausência de peças experientes e a montagem improvisada do grupo comprometeram o nível competitivo da equipe logo nas rodadas iniciais, criando um ambiente de pressão que se intensificou a cada resultado negativo.
ELENCO FRAGILIZADO
Nem mesmo o retorno de nomes importantes foi suficiente para mudar o rumo da campanha. O meia Elvis, ídolo recente da torcida e peça-chave no título da Série C, chegou a deixar o clube após demonstrar insatisfação com a diretoria. A saída teve impacto imediato no ambiente, e o retorno do jogador foi oficializado dias depois. Ainda assim, dentro de campo, a resposta não veio.
Sob o comando de Marcelo Fernandes, a equipe mostrou dificuldades e passou a maior parte dos jogos correndo atrás do placar, sem força para reagir e sem consistência para sustentar bons momentos quando eles surgiam.
PRÓXIMOS PASSOS
Com o rebaixamento consumado, a diretoria agora tenta reorganizar o clube para a sequência da temporada. A liberação dos reforços e o fim do transfer ban trazem um novo cenário, mas o desafio passa a ser maior: reconstruir a confiança de um elenco abalado e corrigir falhas visando a disputa da Série B do Brasileirão.
A campanha no Paulistão escancarou que os problemas da Ponte Preta vão além de uma má fase esportiva. Planejamento falho, instabilidade fora de campo e um time que não conseguiu responder à pressão formaram um conjunto que explica por que a Macaca registrou sua pior campanha dos últimos anos e voltou a conviver com um fantasma que parecia superado.





































































































































