Ponte Preta pode perder dez mandos e ver presidente Márcio Della Volpe pegar gancho pesado nesta semana
A Macaca irá ao banco dos réus por conta das confusões das partidas contra Joinville e América-RN pela Série B
A Ponte Preta terá dois julgamentos no Superior Tribunal da Justiça Desportiva (STJD), nestas terça e quarta-feira, que podem puni-la com mais de dez perdas de mando.
Campinas, SP, 01 (AFI) – O Campeonato Brasileiro da Série B terminou no último sábado. A Ponte Preta, contudo, terá uma prorrogação na competição durante esta semana. A Macaca terá dois julgamentos no Superior Tribunal da Justiça Desportiva (STJD), nestas terça e quarta-feira, que podem puni-la com mais de dez perdas de mando, além de suspensões do presidente o presidente Márcio Della Volpe, do técnico Guto Ferreira e do auxiliar Alexandre Faganello.
O primeiro julgamento será sobre a confusão na derrota para o Joinville, por 3 a 1, pela 35ª rodada. Na oportunidade, torcedores alvinegros entraram em conflito com a Polícia Militar, após provocação do locutor oficial da Arena Joinville, que disparou: “A Ponte caiu”. O jogo ficou paralisado e o árbitro Jailson Macedo Freitas relatou objetos atirados em campo.
A Ponte foi denunciada nos itens I e III do artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). A punição prevista é a perda do mando de campo de uma a 10 partidas “quando a desordem, invasão ou lançamento de objeto for de elevada gravidade ou causar prejuízo ao andamento do evento desportivo”. O Joinville também será julgado pelo fato de um funcionário ter motivado a confusão.
Vale lembrar que o caso é similar ao ocorrido no dérbi contra o Guarani, no primeiro turno da Série B de 2011. Naquela oportunidade, houve provocação de um locutor pontepretano que revoltou a torcida bugrina. Tal fato incluiu os alvinegros no processo.
Os confrontos com a PM, contudo, foram muito mais violentos, além de a torcida alviverde ter ateado fogo no setor dos visitantes. Tanto que os dois rivais perderam dez mandos de campo cada um, sendo que posteriormente a pena acabou reduzida pela metade.
NOVO JULGAMENTO
Na quarta-feira, o julgamento será com relação ao duelo que aconteceu três dias depois, no empate com o América-RN, por 2 a 2, em Campinas. Após uma arbitragem bastante contestável, os dirigentes, jogadores e comissão técnica exageraram nas reclamações Eduardo Tomaz de Aquino Valadão, que marcou corretamente um pênalti que foi o estopim no final, mas errou em outros lances capitais.
O árbitro relatou a invasão de um torcedor no gramado, mas a tendência é de que o clube não receba punição pesada no STJD. Isso porque o invasor foi contido pelos seguranças do estádio, encaminhado à delegacia e identificado pela Polícia Militar, fatos que geralmente eximem o clube de culpa.
O maior foco deve ser contra Della Volpe, que foi alvo de acusações pesadas na súmula, como “você é um bandido, mal intencionado. Roubou o nosso título dentro da nossa casa”. Além disso, o dirigente deu entrevistas ainda no gramado, onde ofendeu publicamente o juiz.
O presidente foi denunciado nos artigos 258 e 243-F do CBJD. Como é dirigente, não receberia punição por jogos e sim por um período de tempo. O artigo 243-F prevê punição de 15 a 90 dias, enquanto no 258 a pena é de 15 a 180 dias no 258.
No caso de Guto Ferreira, o treinador foi enquadrado no artigo 258 e pode pegar de um a seis jogos de suspensão. Já Faganello foi denunciado no artigo 243-F do CBJD e pode pegar de quatro a seis partidas.





































































































































