Ponte Preta na competência do seu treinador e com inabilidade de seus dirigentes

São quatro técnicos em menos de oito meses, numa média de dois meses para cada um. Falta competência no futebol da Ponte Preta.

São quatro técnicos em menos de oito meses, numa média de dois meses para cada um. Falta competência no futebol da Ponte Preta.

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Neste ano, a Ponte Preta já conta com o seu quarto treinador. Sidnei Moraes, Vadão, Dado Cavalcante e agora Guto Ferreira. É uma média de um treinador a cada dois meses. Que administração é essa? Que planejamento é esse? Que diretoria que entende de futebol faz isso? É um absurdo? Não, não é em se tratando do futebol brasileiro e com dirigentes sem rumo.

Normalmente eles, os dirigentes, são nomeados pelos presidentes, quase sempre seus amigos. Mas no caso da Ponte, do torcedor Rodolfo da Paprika Filmes, penso que, agora vai dar certo com a contratação do Guto Ferreira. Ele tem 48 anos, já é experiente, entende e conhece o clube.

Guto Ferreira volta como

Guto Ferreira volta como “salvador da pátria”. Na foto entre os incompetentes Pedro Nicolau e o presidente Márcio Della Volpe. É um técnico a cada dois meses.

Na sua passagem pela Macaca no final de 2012 e primeiro semestre de 2013, ele disputou 41 jogos com 19 vitórias, 11 empates e 11 derrotas, com 53,3% de aproveitamento. No Paulistão de 2013 foi campeão do interior e conseguiu um recorde de 16 jogos invictos. Foi mandado embora porque, segundo a diretoria, era difícil o diálogo com ele.

Guto poderá demonstrar toda a sua competência nessa Segunda Divisão do Brasileiro. O time conta com um elenco de bom nível, incluindo as últimas contratações. Tiago Alves já chegou e entrou no time. Ele é um típico zagueiro dessa divisão. O meio de campo precisava de um meia que decida jogos. Adrianinho e Léo Citadini não têm esse perfil. Aliás, Adrianinho nunca foi titular com o Guto.

Chegou Renato Cajá, que deverá fazer o papel de líder, aquele jogador que coloca ritmo ao time e dá a entender “joga a bola pra mim que eu sei o que faço com ela”. Junto com o Cajá, a Ponte trouxe os atacantes Roni e Douglas Tanque. Roni joga pelos lados do campo e Douglas é alto, forte e de referência, um autêntico centroavante.

Essas contratações no ataque, aliadas aos que já estavam jogando como Alexandro, Edno, Rafael Costa e Cafu, fazem do ataque pontepretano um dos mais fortes da competição. Agora, parece que a Ponte foi colocada nos trilhos. Cabe à diretoria pagar os salários em dia. No mais, é só deixar o Guto trabalhar. À sua maneira.