Ponte Preta: já passou da hora para mudar a comissão técnica

Aqui não tem meias palavras: 'é, é; não é, não é. Logo, Dos Anjos tem muita culpa sim pela tenebrosa situação da Ponte Preta na Série B do Brasileiro.

Dos Anjos confessou que passa pelo momento mais difícil da carreira, e massageou o ego de Eberlin: 'dirigente super atuante'.

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Lucca, à esquerda, precisa de um companheiro no ataque. Foto: AAPP

Campinas, SP, 4 (AFI) – Sabe aquele político ‘sabonete’, quando se pergunta sobre alface e a resposta dele é sobre cebola?

Do nada o treinador da Ponte Preta, Hélio dos Anjos, colocou na mesa o batido assunto sobre a influência dos empresários em equipes de futebol, propostas de barganhas e coisa semelhante.

Entre outras coisas, na entrevista coletiva pós-jogo com o Tombense, Dos Anjos confessou que passa pelo momento mais difícil da carreira, e massageou o ego do presidente Marco Eberlin como ‘dirigente super atuante’.

Como os parceiros já observaram, aqui não tem meias palavras: ‘é, é; não é, não é.

Logo, Dos Anjos tem muita culpa sim pela tenebrosa situação da Ponte Preta na Série B do Brasileiro.

TROCA

Tivesse o clube dirigente antenado no futebol, a troca de comando técnico seria inadiável, como pede a maioria dos torcedores.

Que a Ponte Preta dispõe de elenco limitado, não há quem discorde.

E os outros, contam com baita elenco?

Exceto meia dúzia de clubes desta Série B, que se diferencia, podem colocar os demais basicamente no mesmo balaio, com pequena diferença de um para o outro.

Não nos esqueçamos que Dos Anjos demorou uma eternidade pra constatação lógica que o zagueiro Fabrício sequer deveria integrar o elenco, quanto mais ser escalado.

ESCOLHA DE TITULARES

Via de regra Dos Anjos comete equívocos em escalações dos titulares.

O que a equipe teria a ganhar com a escalação do lateral-esquerdo Arthur como terceiro zagueiro contra o Tombense?

Ora, quem viu o time mineiro contra o CRB, tinha a clareza que viria a Campinas pra jogar atrás e que não dispõe de um ataque que preocupa adversários.

Logo, insisto: pra que três zagueiros na Ponte Preta naquela ocasião?

IGOR FORMIGA E LUCCA

Se está claro que o lateral-direito Igor Formiga provoca melhor balanço ofensivo, por que apenas utilizá-lo depois que o titular Norberto cansa no início do segundo tempo?

Pode parecer paradoxo, mas o rendimento do atacante Lucca tem sido bem aquém do esperado, e por que?

Ele é jogador prático de conclusão quando surge a oportunidade. Não é driblador por excelência e geralmente acaba absorvido quando bem marcado.

Como tem boa visão de jogo, está claro que carece de companheiro para jogada combinada.

Isso foi trabalhado?

Por ora não se viu tal parceria, que implique em extrair mais de que Lucca possa oferecer.

ORGANIZADOR

Reclamam que a Ponte carece do organizador, aquele meia que no passado usava a camisa dez.

Ora, quem tem esse jogador na atualidade?

Peça raríssima.

Logo, passou da hora de se buscar outras alternativas, até agora não colocadas em prática.

Se críticos elogiaram a evolução do time pontepretano durante o segundo tempo no domingo, cabe recapitular que afora a cobrança de falta de Lucca e precisa defesa do goleiro Felipe Garcias, aos 17 minutos, quem teve chance mais clara de chegar ao gol foi o Tombense através do lateral-esquerdo Manoel, que desperdiçou, aos 26 minutos.

DESGASTE DO ADVERSÁRIO

Quem acompanhou com atenção a atuação do Tombense contra o CRB, detectou que a partir da metade do segundo tempo o time mineiro caiu de ‘ponta cabeça’ no desempenho físico, e isso se repetiu no domingo.

E a Ponte soube tirar proveito disso?

Ficou fazendo chuveirinho insistentemente, quando o recomendável seriam triangulações pelas beiradas do campo e jogadas trabalhadas no chão, nas proximidades ou já dentro da área adversária para complementação.

Teve isso?

Teve chuveirinho com cabeçadas do atacante Da Silva e zagueiro DG.

Portanto, já houve tempo de sobra para que Dos Anjos colocasse em prática organização ofensiva de jogadas.

Se até agora não conseguiu mostrar serviço, o recomendável no mundo do futebol é a busca de outra alternativa no comando técnico.

Estão esperando o que, senhores dirigentes da Ponte Preta?

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