Ponte Preta chegou a colocar em risco a sua vitória em Sorocaba
Ao vencer o São Bento por 2 a 1, time pontepretano garantiu classificação
Ponte Preta chegou a colocar em risco a sua vitória em Sorocaba
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Se o importante para a Ponte Preta era vencer o São Bento – como venceu por 2 a 1 -, na noite deste domingo em Sorocaba, o objetivo de classificação antecipada às oitavas-de-final do Campeonato Paulista foi atingido, e o torcedor pontepretano está satisfeito.
Todavia, a partida foi marcada por várias alternativas, algumas delas perigosa à Ponte Preta.
A estratégia inicial proposta pelo treinador pontepretano Gílson Kleina foi acertada, quando optou por fechar os espaços ofensivos do São Bento com a formação de três volantes.

Ele posicionou Jadson para cobrir os frequentes avanços do lateral-direito Nino Paraíba, do tipo de transição ao ataque bem à caráter dos tempos em que Cicinho jogava no time pontepretano.
A rigor, aquele sentido vertical de outrora também foi repetido pela Ponte Preta durante o primeiro tempo, em vez de se rodar a bola sem pressa.
Assim que era roubada do time do São Bento, o contra-ataque passava a ser executado com a velocidade combinada.
CLAYSON
Nesse modelo, o meia Ravanelli deu um ‘bote’ e roubou a bola do zagueiro Gabriel Santos na intermediária ofensiva. Aí tabelou com o atacante Clayson e o colocou na cara do gol para apenas empurrar a bola à rede: 1 a 0 Ponte Preta aos 23 minutos.
Como o São Bento encontrava dificuldades para penetrar no bem postado sistema de marcação pontepretano, abusava de cruzamentos aéreos, todos interceptados durante o primeiro tempo.
E sempre pautando pelos contra-ataques em velocidade, a Ponte ainda chegou por mais três vezes em condições de ampliar a vantagem, com desperdícios de chances através de Clayson, Ravanelli e Lucca.
CLEBSON
Uns e outros dirão que o treinador Paulo Roberto acertou em cheio ao trocar o inoperante Renan Motta por Cledson.
Prefiro questioná-lo como pode deixar Cledson no banco, um meia de mobilidade, condutor de bola, e que dinamizou o time do São Bento?
E mais: Paulo Roberto tirou o centroavante Ricardo Bueno da área, o posicionou do lado esquerdo do ataque, e com isso a Ponte já não teve o desafogo com o lateral-direito Nino Paraíba, que se incumbiu da marcação.
Aí o São Bento foi ganhando quase todos os rebotes ofensivos, dominando inteiramente a partida, criando e desperdiçando oportunidade como através de Morais, até que em cruzamento de Diego Oliveira, Cledson acertou um voleio e empatou aos 22 minutos.
ERRO DE KLEINA
Naquela ocasião havia faltado leitura adequada de jogo para Kleina.
O correto seria reforçar a já frouxa pegada à frente da zaga numa troca pura e simples de Élton por Wendell, para revitalizar o setor.
Kleina optou pela entrada de um atacante – no caso Yuri –, mas intimamente observou o equívoco ao tentar corrigi-lo parcialmente com a entrada de Wendell no lugar de Jadson.
Na prática foi o São Bento quem continuou atacando e perseguindo o gol da vitória, até porque a entrada de Lins no posto de Ravanelli resultou em decréscimo de rendimento.
Assim, restava à Ponte a opção de se defender e esporadicamente buscar algo prático em contra-ataques.
GOL DE YURI
Por ironia do destino, o então isolado atacante Yuri – que quase não pegou na bola – marcou o gol da vitória aos 40 minutos.
Ele apenas escorou de cabeça bola alçada por Lucca, em cobrança de falta, explorando a falha crucial do goleiro Rodrigo Viana, que saiu precipitadamente da meta.
Diante do modesto São Bento, um erro de conceituação tática, como o de Kleina, pode não trazer implicação. Todavia, passa a ser extremamente perigoso diante de um adversário de melhor envergadura técnica.
Como a vitória encobre todos os pecados, cabe, então, ao torcedor pontepretano comemorar.





































































































































