Ponte Preta sofre com transfer ban e atletas jogam no sacrifício
Os problemas financeiros vêm desde a Série C, com atrasos salariais que culminaram em paralisação dos treinos dias antes do Paulistão
Com duas derrotas, a Ponte Preta amarga a lanterna do Paulistão. O próximo desafio será fora de casa contra o Capivariano, no sábado às 18h30.
Campinas, SP, 16 (AFI) – A Ponte Preta encara momentos delicados no início do Paulistão 2026. Após a derrota por 1 a 0 para o Velo Clube no Majestoso, ficou exposto que atletas estão atuando mesmo lesionados por falta de opções no elenco, já que a equipe não consegue inscrever reforços devido ao transfer ban.
O zagueiro Saimon relatou a situação crítica após o jogo, declarando que alguns jogadores estão “se arrastando” em campo, atuando mesmo sem condições físicas ideais. O lateral-direito Pacheco admitiu estar jogando no sacrifício desde a estreia.
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FALAS DE SAIMON E PACHECO

– A gente vem se agarrando ao nosso brio, à nossa dedicação diária, a atitude de cada um. E não é de hoje. Não tem mais o que a gente fazer. Fizemos o máximo, mas a cada jogo que a gente joga é mais prejuízo para nós mesmos. Não vou citar nome, mas tem jogador sem conseguir treinar por estar machucado tendo que jogar machucado por não ter suplentes. É uma pena ter que ver jogador se arrastando, jogando machucado por não ter outra opção – afirmou Saimon à Rádio Jovem Pan, de Campinas, na saída de campo.
– Muito difícil. O transferban está prejudicado a equipe. Eu já estava no sacrifício no primeiro jogo, hoje também – revelou Pacheco, em entrevista à Rádio Central.
PONTE PRETA NO PAULISTÃO 2026 SEM REFORÇOS
O clube acumula dois transfer bans: um na CNRD, por dívidas de acordos não quitados, e outro na Fifa, somando cerca de R$ 2,8 milhões de pendências. Com isso, reforços aguardados como Thiago Coelho, Lucas Justen, David Braz, Lucas Cunha, Walisson Maia, Tárik, Cristiano, Herbert e Vitor Pernambucano seguem fora de combate.
Alguns atletas, como Wallace, Gabriel Inocêncio, Bryan Borges e Pedro Martins, chegaram a treinar com o grupo, mas deixaram a Macaca devido à incerteza quanto à regularização. Para completar a lista de inscritos, a diretoria da Ponte Preta recorreu à base, trazendo jovens que eram destaques do sub-20 e da Copinha.
CRISE FINANCEIRA
Os problemas financeiros vêm desde a Série C, com atrasos salariais que culminaram em paralisação dos treinos dias antes do Paulistão. Apesar de parte dos débitos ter sido quitada, ainda há pendências, e o elenco ficou duas semanas parado, voltando apenas em janeiro, a poucos dias da estreia no estadual.
Com duas derrotas – 3 a 0 para o Corinthians e 1 a 0 para o Velo Clube –, a Ponte Preta amarga a lanterna do Paulistão. O próximo desafio será fora de casa contra o Capivariano, no sábado às 18h30, já sob pressão para reagir e sair do sufoco.
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