Ponte Preta abre os cofres para ficar com Nelsinho Baptista

Campinas, SP, 30 (AFI) – A Ponte Preta resolveu apostar alto para se recuperar no Campeonato Paulista. Nesta manhã de terça-feira apresentou no Estádio Moisés Lucarelli o técnico Nelsinho Baptista, que vai substituir Wanderley Paiva demitido no sábado, após o empate em casa com o São Bento, por 2 a 2.

O novo técnico chega acompanhado do seu filho, o preparador físico Eduardo Baptista, e já comanda o coletivo à tarde no gramado do Majestoso para definir o time que enfrenta o Palmeiras, quarta-feira, às 21h45, no majestoso, pela quinta rodada do Paulistão.

A definição pro Nelsinho parece ter sido acertada e só foi tomada após uma reunião da diretoria e com o apoio integral do presidente Sérgio Carnielli. O clube optou por ter um treinador de primeira linha, mesmo se exceder o valor máximo estipulado para a função, em torno de R$ 30 mil por mês. O salário do novo técnico gira em torno de R$ 60 mil. Sobre as bases salariais, o presidente da Macaca foi bem claro, ao afirmar que tanto Nelsinho quanto a Ponte tiveram que abrir mão de alguns cifrões.

“O salário está à baixo do que Nelsinho precisa e acima do que a Ponte quer”, afirmou.

Nelsinho estava praticamente descartado depois dos primeiros contatos, porque não abriu mão de receber um salário que considera condizente à sua capacidade. Outros nomes foram tentados sem sucesso, como Vágner Benazzi, da Portuguesa, Roberval Davino, do ABC de Natal e Luis Carlos Martins.

Pepinos à vista
Mas a vida de Nelsinho no Majestoso não será nada fácil. Ele vai ter que reformular o elenco atual do clube, cujo planejamento foi mal feito pelo diretor de futebol Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho. Porém, segundo o próprio treinador, ele prefere observar os atletas que ele têm em mãos e ver o que eles podem render, para, somente depois, exigir algumas contratações.

Vários jogadores de baixo nível técnico foram contratados, comprometendo seriamente a estrutura da equipe. Alguns reforços devem ser buscados, respeitando alguns parâmetros da diretoria. Mas parece ter ficado claro que a aposta do “bom e barato” não deu certo no Majestoso, pelo menos por enquanto.