Ponte Preta 1 x 1 Portuguesa - Empate justo e ruim

0002 250Campinas, SP, 2 (AFI) – A Ponte Preta não conseguiu se reabilitar dentro do Campeonato Paulista ao empatar, por 1 a 1, com a Portuguesa, neste domingo à noite, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, pela 12.ª rodada.

Além de não vencer, o time campineiro perdeu a vice-liderança para o Barueri. Ambos têm 23 pontos, mas o Barueri leva vantagem no saldo de gols: 12 a 9. A Lusa, com 17 pontos, continua no sua tocada apenas regular, em 10.º lugar. O São Paulo também tem 23 pontos, mas 6 de saldo de gols.

O empate justo, pelo menos, serviu para a Ponte Preta interromper a série de duas derrotas seguidas, sofridas para Barueri, por 2 a 0, e Corinthians, 1 a 0, em Campinas. Este jogo registrou uma marca histórica: o confronto de número 100. Os dois rivais jogam desde 1926, portanto, há 82 anos, com muito equilíbrio. São 35 vitórias da Lusa, contra 33 da Ponte e agora 32 empates.

Marcação e briga particular
O jogo começou muito equilibrado, com os dois times priorizando a marcação. E também com ambos cometendo muitas faltas. Destaque para a briga particular entre o volante Bilica, da Ponte, e o meia Preto, da Lusa. No primeiro lance, Preto caiu em cima de Bilica e deu-lhe uma cotovelada. Depois, o pontepretano revidou, com uma cotovelada. Além disso, os dois se caçaram dentro de campo, diante de um juiz que não viu nada.

Com os goleiros como meros espectadores, esperava-se que o placar ficasse no zero até o final do primeiro tempo. Mas daí, a Lusa surpreendeu. Rogério recebeu de Christian, entrou na área e cruzou. A bola passou por toda a defesa e parou em Patrício, do outro lado. Ele esticou os pés e tocou de esquerda para as redes: 1 a 0, aos 36 minutos.

Quase outro gol
A Lusa quase aproveitou o bom momento para ampliar. Aos 39 minutos, numa triangulação entre Preto, Rogério e Christian quase saiu o segundo gol. Christian apareceu na frente de Aranha, que saiu na dividida e afastou o perigo.

O castigo veio em seguida, no velho ditado de “quem não faz, toma”. Aos 40 minutos, Wanderley desceu pela esquerda e rolou para o chute de Danilo Neco, que exigiu uma grande defesa de André Luiz. A bola nem chegou a sair, caindo nos pés de Eduardo Arroz, que fez o cruzamento. A defesa não conseguiu aliviar e a bola, de novo, sobrou na pequena área. Wanderley tentou driblar um zagueiro e a bola sobrou para o chute forte de Renato. Tudo igual, aos 40 minutos.

Aos 47 minutos, quase aconteceu a virada. A bola sobrou para Wanderley, que demorou para chutar. Aliás, ele mostrou muito preciosismo, atrapalhando seu time em vários momentos.

Chuva no segundo tempo
A disputa em campo estava tão quente, que ninguém esperava encontrar, na volta para o segundo tempo, uma forte chuva. Tanto que os jogadores da Portuguesa voltaram correndo para os vestiários para trocar de chuteiras – cravos altos são apropriados para piso escorregadio. Assim, o reinício de jogo atrasou um pouco.

Dona da casa, a Ponte Preta voltou melhor, mais avançada, diminuindo os espaços do visitante. Nos primeiros minutos perdeu o atacante Danilo Neco, com entorse no tornozelo direito, para a entrada de Luis Henrique, antes cotado até mesmo para começar jogando.

Lances duvidosos
E Luis Henrique participou de um lance polêmico, aos 11 minutos, quando entrou na área, perdeu o equilíbrio e acabou calçado por Halisson, dando a impressão de pênalti. O juiz não marcou. No minuto seguinte, aconteceu um lance duvidoso na área da Ponte, com César empurrando e desequilibrado Rogério. O juiz, com certeza, usou a lei da compensação. Robério Pires ia cada vez mais se complicando num jogo fácil de conduzir.

O equilíbrio foi mantido em campo. A Portuguesa só arriscou em dois chutes de longe de Preto, defendidos pelo atento Aranha. Aos 21 minutos, o técnico Vágner Benazzi reforçou seu meio-campo com a saída do meia Preto para a entrada do volante Claudecir. Na base da velocidade, a Ponte Preta tentava o segundo gol.

Aos 41 minutos, Aranha evitou o pior, fazendo duas defesas seguidas. A primeira num chute forte de Catatatu e a outra numa cabeçada de Claudecir.

Próximos jogos
Os dois times voltam a campo no próximo sábado, dia 8, pela 13.ª rodada. A Ponte Preta atuará fora de casa, às 18h10, contra o Marília, sem o meia Renato, artilheiro do time com seis gols, e que recebeu o terceiro cartão amarelo. A Portuguesa vai medir forças com o São Paulo, no mesmo horário.

Ficha Técnica

Ponte Preta 1 x 1 Portuguesa

Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas-SP
Data: 02/03/08
Renda: R$ 54.267,00
Público: 5.955 pagantes
Árbitro: Robério Pereira Pires
Cartões amarelos: Patrício, Preto, Claudecir, Catatau e Halisson (Portuguesa). Deda e Renato (Ponte)
Gols: Patrício, aos 36 e Renato, aos 40 minutos do 1.º tempo.

Ponte Preta
Aranha; Eduardo Arroz, Jean, César e Vicente; Deda, Bilica, Elias e Renato (Rafael Ueta); Danilo Neco (Luis Ricardo) e Wanderley.
Técnico: Sérgio Soares.

Portuguesa
André Luiz; Patrício (Zé Maria), Halisson, Marco Aurélio e Bruno Recife; Dias, Erick, Carlos Alberto e Preto (Claudecir); Rogério e Christian (Catatau).
Técnico: Vágner Benazzi.