Ponte Preta 1 x 0 Rio Preto - Macaca é líder provisória
Campinas, SP, 10 (AFI) – A Ponte Preta superou até mesmo a chuva forte que assolou Campinas, venceu o lanterna Rio preto, por 1 a 0, neste domingo à noite, no Estádio Moisés Lucarelli, pela oitava rodada do Campeonato Paulista. E reassumiu, pelo menos provisoriamente, a liderança isolada, com 19 pontos, um a mais do que o Guaratinguetá, que vai jogar terça-feira com o Rio Claro, no fechamento da rodada. O Rio Preto, cum apenas um ponto em oito jogos, aparece já como virtual rebaixado.
O time campineiro aproveitou bem esta primeira etapa do Paulistão, onde fez seis jogos em casa e apenas dois fora. No Majestoso, com o apoio de sua torcida, venceu cinco jogos, portanto, somou 15 pontos, e empatou uma vez, no zero a zero com o invicto São Paulo. Fora de casa ganhou do Paulista (2 a 1) e perdeu para o Bragantino, por 3 a 1. Além disso, tem o melhor ataque, com 19 gols.
Chuva atrapalha
Mas para o Rio Preto, que veio a Campinas, segundo o técnico estreante José Carlos Serrão, como franco-atirador, São Pedro deu uma boa mãozinha. Choveu muito minutos antes do início do jogo e o juiz paralisou o jogo aos 13 minutos, por conta dos relâmpagos que apareciam no céu. Além disso, a chuva persistia e o gramado ganhava muitas poças d’água.
Antes disso, aos nove minutos, o Rio Preto assustou com Neilton. Ele cobrou falta pelo alto, a bola subiu e caiu rapidamente sobre o travessão de Aranha. Mas caiu para fora.
Após 11 minutos parado, o jogo recomeçou. A Ponte ainda tentou ir à frente, mas sofreu muito para superar a armação defensiva do Rio Preto, que ficou atrás sem a preocupação de até armar os contra-ataques. Com um futebol mais leve e mais técnico, quem mais foi prejudicada com chuva foi mesmo a Ponte.
Mas o time pontepretano acabou sendo premiado por seu enorme esforço já no finalzinho. Aos 56 minutos, após levantamento na área, a bola sobrou para Marcelo Soares. Ele fez o giro no meio de dois zagueiros e bateu de biquinho, com a perna esquerda. A bola ainda tocou nas mãos do goleiro Marcelo Bonan e entrou lentamente depois de tocar no pé da trave.
Verdão tem que sair
Este gol no fim do primeiro tempo era tudo que Serrão não queria para seu time. E desceu para os vestiários lamentando muito:
“Infelizmente sofremos este gol, mas lutamos bastante e não merecíamos ser castigados. Só tive tempo de comandar um treinamento com o grupo, porque cheguei lá na sexta-feira”.
Apesar da expectativa de mudança, o Rio Preto continuou atrás, certamente, para evitar mais gols. A Ponte quase ampliou aos quatro minutos, quando Renato testou firme o cruzamento de Vicente, mas Marcelo Bonan espalmou. Uma grande defesa. Depois disso, o “jogo esfriou”. Com o campo carregado, a Ponte Preta preferiu mesmo garantir o importante resultado.
Aos 27 minutos, Rafinha roubou de Vicente e assustou no cruzamento pelo alto que bateu Aranha. Aos 37 minutos, Julian assustou com uma falta de longa distância, mas Aranha espalmou para escanteio.
Próximos jogos
Os dois times voltam a jogar no próximo final de semana. A Ponte Preta vai medir forças com o Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, no duelo dos melhores times do Interior no Paulistão. Este jogo será realizado sábado, dia 16, uma vez que foi antecipado (seria disputado domingo). Bilica e Eduardo Arroz serão desfalques, porque receberam o terceiro cartão amarelo. O Rio Preto, em casa, vai receber o Santos, no domingo, dia 17.
Ficha Técnica
Ponte Preta 1 x 0 Rio Preto
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas – SP
Data: 10/02/2008
Renda: R$ 66.723,00
Público: 6.437 pagantes
Árbitro: Eduardo César Coronado Coelho
Cartões amarelos: Bilica, Aranha, Marcelo Soares e Eduardo Arroz (Ponte Preta). Piá e Rafael Silva (Rio Preto).
Cartão vermelho: Rodrigo (Rio Preto)
Gol: Marcelo Soares, aos 56 minutos do 1.º tempo.
Ponte Preta
Aranha; Eduardo Arroz (Raulen), César, Jean e Vicente; Bilica, Deda, Elias e Renato; Marcelo Soares e Danilo Neco (Juliano).
Técnico: Sérgio Guedes.
Rio Preto
Marcelo Bonan; Éder Baiano, Jefferson e Rafael Silva; Rafinha, Mário André (Julian), Piá, Émerson e Neilton (Rodrigo); Branquinho e Wesley (Paulo Roberto).
Técnico: José Carlos Serrão





































































































































