Ponte perde receita com falta de sorvete, água e outros produtos no Majestoso

Diretoria de marketing não consegue nem arrecadar com venda de produtos em dias de jogos da Macaca

Enquanto os dirigentes da Ponte Preta insistem na construção de uma nova arena, que se chamaria Arena Ponte Preta, no terreno já desocupado do Jardim Eulina, eles precisam aprender muito para atender seus torcedores com dignidade dentro do Majestoso

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Campinas, SP, 12 (AFI) – Enquanto os dirigentes da Ponte Preta insistem na construção de uma nova arena, que se chamaria Arena Ponte Preta, no terreno já desocupado do Jardim Eulina, eles precisam aprender muito para atender seus torcedores com dignidade dentro do Majestoso. Com o calor beirando os 35 graus, domingo à tarde, o serviço de bar foi uma vergonha no Majestoso: a água sumiu em pouco tempo e o sorvete só viu quem chegou duas horas antes do jogo contra o Vitória.

Ou seja, numa tarde de intenso calor, os quase 16 mil torcedores que foram ao Majestoso sofreram com o forte calor e não tiveram como se refrescar com água e sorvete. O serviço foi péssimo, quase inexistente.

PERDENDO DINHEIRO
A falta de conhecimento na área só faz com que o clube perca arrecadação com as vendas destes produtos – sorvetes e água – além de refrigerante, pipoca, pastel e outros produtos comumente vendidos nos estádios como amendoim e batatas.

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Outrora, há duas décadas atrás, em dia de grandes jogos e, principalmente, à tarde a fornecedora KIBON disponibiliza um caminhão de sorvetes para manter o produto congelado para os torcedores. Com 30 sorveteiros setorizados (vitalícias, geral, sociais, frente e fundos) era possível cobrir o estádio com um público médio de 20 mil torcedores.

A média de sorvete, por exemplo, num dia quente, era de dois picolés para cada torcedor. Isso significa que a Ponte venderia domingo perto de 30 mil picolés, com um lucro de dois reais a unidade e uma receita em torno de R$ 60 mil. Seria maior do que a própria renda, que superou os R$ 43 mil devido a promoção de ingressos, esta sim uma boa idéia da direção do clube.

E o consumo poderia ter sido ainda maior com o torcedor praticamente não gastando dinheiro com ingressos, vendidos aos preços módicos de R$ 2 e R$ 1. Ou seja, ao invés de evoluir, o marketing da Ponte Preta está literalmente regredindo em sua organização. E perdendo dinheiro, que hoje, talvez, não faça falta com R$ 25 milhões só vindos da televisão, mas que ano passado, caso o time caia para a Série B, será muito sentido.

O PORTAL FUTEBOL INTERIOR passeou pelo Majestoso com suas lentes no domingo, em Ponte Preta 0 x 3 Vitória, e registrou os torcedores, o pessoal da imprensa e muitos pontos curiosos. Veja na Galeria de Fotos.