Ponte perde ala para Vasco e sofre a "maldição da camisa 6"

Campinas, SP, 27 (AFI) – Procura-se um lateral-esquerdo urgente. De preferência, um que saiba defender e apoiar, não tenha problemas pessoais ou físicos e, principalmente, suporte pressão de torcida. Até parece piada, mas esta é a realidade da Ponte Preta. Atingida pela “maldição da camisa 6”, a Macaca pode começar o Campeonato Brasileiro da Série B sem um ala canhoto no elenco. O próprio diretor de futebol do time campineiro, Oscar Sales Bueno, o Dicá, confirmou que encontra dificuldades para encontrar reforços para a posição. A última negociação fracassada foi com Pará, que disputou o Paulista pelo Bragantino.

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Segundo o dirigente, a Ponte chegou a fazer uma proposta ao atleta, mas o Vasco acabou “atravessando” o negócio. “Fico difícil concorrer com os grandes clubes. Nós oferecemos R$ 20 mil (por mês), mas eles vêm e oferecem R$ 40 mil na mão”, explicou em entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas.A ausência de um camisa 6 se deve a uma espécie de maldição da posição. No Paulistão, a Ponte chegou a ter quatro laterais-esquerdo: Rodrigo Ninja, Fabinho, Alessandro e Galvão. Nenhum, no entanto, se firmou. Este último ainda tem 17 anos e não deve ser aproveitado no momento.

Rodrigo Ninja rescindiu contrato alegando problemas pessoais. Fabinho foi afastado por deficiência técnica e não será aproveitado. Galvão, além de ser muito jovem, sofreu uma apendicite e teve de passar por cirurgia. Por fim, Alessandro pediu a rescisão, já que não suportou a pressão da torcida pelas más atuações.Enquanto não chega o reforço, o técnico Marco Aurélio deve seguir improvisando o zagueiro Marrom, que já atuou na função contra Santo André e Barueri.

Apesar das dificuldades, Dicá garantiu que antes do início da Série B será apresentado um lateral. Para ele, as prioridades do clube são um lateral-direito para a reserva de Edílson e dois pela esquerda. Além disso, existe a possibilidade da chegada de mais um atacante.