Polícia Federal deporta 57 torcedores envolvidos na invasão do Maracanã

Grupo invadiu o estádio carioca na última quarta-feira, durante a vitória do Chile, por 2 a 0, sobre a Espanha

Grupo invadiu o estádio carioca na última quarta-feira, durante a vitória do Chile, por 2 a 0, sobre a Espanha

Rio de Janeiro, RJ, 22 (AFI) – Os torcedores de bem receberam uma boa notícia neste domingo. De acordo com a Polícia federal, 56 dos 85 chilenos envolvidos na invasão do Maracanã já foram deportados. O grupo invadiu o estádio carioca na última quarta-feira, durante a vitória do Chile, por 2 a 0, sobre a Espanha pelo Grupo B da Copa do Mundo.

Além destes chilenos, um boliviano que estava envolvido no episódio, também deixou o país. Os demais estrangeiros poderão ser deportados.

Quarenta e cinco minutos antes do início do jogo entre Espanha e Chile, entre 150 e 200 torcedores chilenos invadiram a área de imprensa do Maracanã, quebrando paredes e causando confusão. Parte dos invasores chegou até a arquibancada.

Mas a situação abriu uma crise que exigiu uma reunião de emergência da Fifa. A entidade culpou a Polícia Militar pela falha. O grupo de chilenos ficou concentrado na área por pelo menos duas horas, sem ingresso, antes de invadir o estádio. O que se investiga é o motivo de ninguém ter atuado para saber o que eles faziam num dos portões do Maracanã sem entradas nas mãos.

O governo federal tem outra percepção. Para ele, a falha seria a falta de vigias contratados pela Fifa em número suficiente nas portas do estádio. No último domingo, o Ministério da Justiça e Ministério da Defesa mantiveram uma reunião com a entidade que controla o futebol mundial e o governo insistiu que uma solução precisaria ser encontrada para o déficit de seguranças nos estádios.