Polícia de São Paulo acha corpo que pode ser de Eliza Samudio

Corpo da modelo pode ter sido encontrado em um cemitério em Cachoeira Paulista

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São Paulo, SP, 21 (AFI) – Um novo fato voltou a agitar o noticiário do “Caso Eliza Samudio”. Nesta quarta-feira, a Polícia Civil de São Paulo nas investigações do desaparecimento da ex-amante do goleiro Bruno. Tudo porque a polícia de Mina Gerais, que conduz o caso, recebeu a denúncia que o corpo da modelo pode ter sido encontrado em um cemitério em Cachoeira Paulista, quase na divisão com o Rio de Janeiro.

De acordo com as informações, foi encontrado no local o corpo carbonizado no dia 26 de junho, data próxima ao sumiço de Eliza. O fêmur e um dente serão encaminhados para análise no Instituto de Criminalística, da Polícia Técnico-científica de São Paulo.

O primeiro procedimento a ser tomado será descobrir se a vítima é do sexo feminino. Se isso se confirmar, será realizado um exame de DNA pela Polícia Civil de Minas Gerais para ser comparado com o DNA de Eliza Samudio.

Entenda o caso!
O escândalo envolvendo o sumiço de Eliza Samudio teve início no último dia 24 de junho (quinta-feira), quando a polícia de Minas Gerais passou a dar a modelo como desaparecida. A polícia recebeu algumas denúncias de que a modelo paranaense havia sido espancada e assassinada por Bruno e mais dois amigos.

A modelo teve um relacionamento com o jogador no ano passado, quando acabou engravidando. Toda a história começou justamente nesta gravidez. Segundo as acusações de Eliza, que chegou a procurar a polícia no ano passado, o jogador era contra o nascimento da criança e a teria agredido para que tomasse remédios abortivos.

Desde então, os dois travam uma briga na Justiça. Após o nascimento do filho, que atualmente tem quatro meses, Eliza cobrou exames de paternidade e havia um processo da modelo contra o jogador para discutir a pensão alimentícia.

Por conta de todo este imbróglio, Bruno passou a ser considerado o principal suspeito pelo crime, a partir das denúncias do dia 24. Buscas passaram a ser feitas nas propriedades do jogador e até sua esposa Dayane Souza chegou a ser presa, após o filho de Eliza e do goleiro ser encontrado na casa da mesma.

Após muitas especulações, buscas e até vestígios de sangue encontrados no carro do atleta, na manhã desta quarta-feira, Bruno e Macarrão tiveram prisão de cinco dias decretada. Tudo por conta dos relatos de um menor, que teria participado do crime. O adolescente de 17 anos fez um depoimento detalhado sobre o assassinato da ex-amante do jogador.

No longo relato do jovem, consta que Bruno não participou diretamente do assassinato, mas teria mandado ele e Macarrão resolverem a situação. Eliza, então, teria sido levada a um homem conhecido como Bola e Paulista, que a teria enforcado com uma gravata e esquartejado seu corpo.

Os pedaços do corpo de Eliza, segundo o adolescente, teriam sido comidos por cães da raça Rottweiller e os ossos concretados.