Pode colocar na conta do Mazola esse retorno do Paysandu e seus milhões de torcedores para a Série B

Voltou um Mazola Jr espirituoso, gentil, muito mais paciente, que ao saber a realidade do clube, preferiu meter a cara no trabalho e calado foi ganhando jogo

São dois acessos com dois grandes clubes, um dos reis do Nordeste, o Sport Recife, e um dos grandes do Norte do País: o Paysandu. OPS! Só uma coisa, no meu time eu queria o Mazolla

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Mazola Jr treinador que iniciou sua carreira como auxiliar em grandes clubes, teve sua grande chance e com sucesso no Sport Clube do Recife, conseguindo inclusive, um acesso para a Série A do Campeonato Brasileiro. Como surpresa para os torcedores do Paysandu, desembarcou em Belém um cara de rosto fechado, falastrão e que se precisasse jogava até contra o seu próprio trabalho.

Mazzola Jr voltou ao Papão dócil, entendendo a realidade do clube e buscando pontos e vitórias

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Foi assim o início do Mazola no Paysandu, treinador disciplinado, que quando as coisas não lhe agradavam, atirava para todos os lados. Nem a imprensa escapava das críticas e até acusações do treinador. Chegou inclusive depois de uma derrota para o Clube do Remo, maior rival do Paysandu a acusar um “sistema” armado que agradaria até a imprensa local.

Perdeu o campeonato paraense, perdeu a Copa Verde, não chegou até o fim na Copa do Brasil no clube. Mazola já não tinha mais ambiente, todos o consideravam um grande treinador dentro de campo, mas fora dele não aguentavam sua forma até sincera de ser, mas que implicavam em tornar o Paysandu a virar vidraça sempre. O ponto alto, foi quando o Mazola disse que os diretores entravam no vestiário para ver jogador nu.

Foi embora o Mazola, veio o Vica que não estava acostumado à falta de estrutura flagrante no futebol paraense, precisou chegar e fazer o time jogar em plena Série C e não deu um passo.

Lá veio o Mazola de novo! Parece que tomou uma água benta em casa, voltou depois de ser dispensado pelo Bragantino e parece que veio para Belém, ou melhor, retornou para Belém só a imagem, o espírito foi outro que veio com a matéria.
Um Mazola Jr espirituoso, gentil, muito mais paciente, que ao saber a realidade do clube, preferiu meter a cara no trabalho e calado foi ganhando jogo. Os números do treinador nas duas passagens, dispensam qualquer comentário, o que prova que o problema era mesmo a relação interpessoal. Depois de Givanildo Oliveira lá pelo início dos anos 2000, ninguém encarnou tanto um clube no Pará, sua camisa, seu torcedor e sua história como o Mazolla Jr.
Brinco com ele, mas não deixa de ser realidade, que ele não pode conceder mais de dois minutos de entrevista que ele se complica pela língua. Mas quem conhece o ser humano fora do futebol, passa a reconhecer que toda aquela “loucura” não deixou de ser uma alto defesa que algumas pessoas possuem no futebol.

Mazolla Jr encarnou o Paysandu, organizou um elenco de guerreiros e o levou de volta para a Série B - Foto - Paysandu - Oficial

Mazolla Jr encarnou o Paysandu, organizou um elenco de guerreiros e o levou de volta para a Série B

Um cara família, religioso, autêntico, que de uma forma ou de outra, deve ter aprendido que as vezes só vale a pena o que é necessário. O futebol é um esporte coletivo, mas pode colocar na conta do Mazola esse retorno do Paysandu e seus milhões de torcedores para a Série B.
Agora têm uma coisa também, teria que ser o Mazola Jr um mel com açúcar e um treinador meia boca? Não é muito querer um cara sem defeito? Ele deixa de ser líder por brigar por seus interesses? São perguntas e preferências, que cada clube, cada torcida e cada grupo de jogadores precisam fazer.
São dois acessos com dois grandes clubes, um dos reis do Nordeste, o Sport Recife, e um dos grandes do Norte do País: o Paysandu.
OPS! Só uma coisa, no meu time eu queria o Mazola Jr como treinador.