Planejamento do Paulista para a Série C começa nesta quinta
Jundiaí, SP, 2 (AFI) – O Campeonato Paulista ainda nem terminou e o Campeonato Brasileiro da Série C começa só em julho. Porém, esta quinta-feira será um dia decisivo para o Galo de Jundiaí definir sua estratégia para retornar à segunda divisão do futebol brasileiro. O técnico Giba se reúne com toda a diretoria jundiaiense e a cúpula do Campus Pelé na sede do Banco Fator, parceiro do clube, em São Paulo.
Em pauta, a renovação do contrato do treinador por mais três anos e uma proposta para coordenar as categorias de base do clube e encampar o projeto “Série A do Campeonato Brasileiro”.
Caso Giba aceite a proposta, os dirigentes irão tirar um peso das
costas. Nos bastidores do Estádio Dr. Jayme Cintra, a troca constante de treinador nos últimos doze meses é apontada como a principal causa do mal desempenho da equipe dentro de campo. No último ano, quatro treinadores passaram pelo Paulista. Além de Giba, Marcus Vinícius, Waldemar Lemos e Marcelo Veiga dirigiram o time.
Erro nos treinadores
Esse alto número de treinadores pode até ser considerado normal para os padrões do futebol brasileiro. Mas o Paulista, se analisado um passado recente, desconhecia tal realidade. Do final de 2003 a meados de 2007, apenas dois técnicos passaram pelo Paulista: Zetti e Vágner Mancini.
“Não podemos negar que quando o Mancini saiu, não sabíamos
direito quem procurar. Não estávamos acostumados ao mercado de
treinadores”, disse o vice-presidente do Galo, Luiz Roberto Raymundo, o Pitico.
A decisão de Giba hoje é o ponto de partida do planejamento do clube para a disputa da Série C do Campeonato Brasileiro. Os dirigentes jundiaienses querem que caso o treinador fique, ele assuma mais funções dentro do clube. Assim como Vágner Mancini fazia.
“É natural que quando um treinador fique muito tempo em um time ele tenha um entrosamento e um conhecimento que lhe permite ações mais diretas no futebol. Acreditamos que isso possa acontecer com o Giba pois já aconteceu aqui com o Mancini”, afirmou Pitico.
Dirigentes querem o técnico
Para o gerente de futebol do Paulista, Moisés Cândido, sem definir a
permanência do treinador, qualquer planejamento para o segundo
semestre está descartado.
“Temos a situação de vários jogadores que terão o contrato encerrados agora e que é certo que não vão ficar (casos de Réver, Marco Aurélio, Ricardinho, Tiago Fraga e Bruno Ribeiro). Precisamos ir atrás de jogadores, mas antes de qualquer coisa precisamos definir o treinador”, ressaltou Moisés.
Já para Eduardo Palhares (foto), presidente do clube, a permanência de Giba é fundamental para o time se dar bem no segundo semestre. “O Giba é um pessoa extremamente educado, conhecedor de futebol e que tem a cara do Paulista. Queremos que ele fique. A proposta que ele vai receber hoje é de um projeto à longo prazo que seduz qualquer um. Queremos em 2010 chegar a Série A do Campeonato Brasileiro e o Giba faz parte desse projeto”, apontou o presidente.
Caso Giba não aceite a proposta e deixe o Paulista após o jogo de domingo, contra o Bragantino, a diretoria do Paulista nem sabe quem procurar para dirigir a equipe. Sinal de que as partes vão chegar mesmo num acordo.





































































































































