Pizza? Sem provas, TJD arquiva "Caso Suborno" no Paulistão
Campinas, SP, 11 (AFI) – O Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) decidiu arquivar, nesta segunda-feira, o caso que acusava o zagueiro Jean, da Ponte Preta, de ter se vendido para o Santos, na última rodada do Campeonato Paulista. O Tribunal decidiu tomar a atitude por falta de provas.Os depoimentos de testemunhas como o presidente da Portuguesa, Manuel da Lupa, Silvio Filgueiras e Fernando Oliveira Mendes não foram suficientes para o TJD levar o caso adiante. Agora, o caso pode ser julgado em segunda instância no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
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Caso nada seja comprovado, o zagueiro Jean poderá processar os acusadores na Justiça Comum por calúnia. Segundo o artigo 138 do Código Penal, “caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime” pode resultar em detenção de seis meses a dois anos e multa.Toda a confusão começou por conta de um pênalti cometido pelo zagueiro no final da derrota para o Santos, por 3 a 2, no dia 5 de abril, em Campinas. Ele colocou a mão na bola e a Ponte sofreu o terceiro gol.
A vitória classificou o Santos e eliminou a Portuguesa. Sentindo-se prejudicado, Da Lupa decidiu publicar, no dia seguinte, as acusações que teriam sido enviadas ao clube. Segundo as testemunhas, Jean teria recebido R$ 20 mil para se vender ao Peixe.
Consequências“Ele (Marco Aurélio) não está falando com moleque. Ele disse que ia me dar R$ 10 mil para eu colocar a mão na bola. Se ele pensa que vai falar bobagem e ficar tudo bem, ele vai ouvir também”, disse Jean na saída para o intervalo.
O zagueiro Jean e o lateral-direito Marco Aurélio, do ABC-RN, trocaram farpas durante a vitória dos campineiros na noite desta sexta-feira por 2 a 0, pelo Campeonato Brasileiro da Série B. Segundo o defensor do time alvinegro, o atleta da equipe potiguar lembrou o caso da última rodada do Paulista, quando o defensor foi acusado de receber dinheiro para cometer um pênalti a favor do Santos.
Já Marco Aurélio foi mais sucinto sobre os problemas que teve com o zagueiro durante os primeiros 45 minutos. “Ele (Jean) fala muito e joga pouco”, simplificou o lateral.
O relatório do processo indicou o arquivamento uma vez que “não havia denúncia formal ou informal da Portuguesa” contra alguém. O relatório, porém, sugeriu aos que se sentiram ofendidos buscarem a justiça comum. Os membros do Tribunal seguiram o voto apontado no relatório e arquivaram o processo.Em referência a uma punição ao presidente da Portuguesa de Desportos, o vice-presidente da Tribunal, Ronaldo Botelho Piacente, disse que não é competência do TJD “julgar dirigentes e a sua relação com a mídia.”
O advogado do atleta Jean esteve presente na sessão e afirmou que irá recorrer ao STJD por entender que houve uma denúncia infundada por parte de Da Luppa. Jean também está processando na Justiça cível as pessoas que fizeram as acusações infundadas contra ele.
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