Pioneiro do Bom Senso FC, Marcelo Pitol irá defender o Aimoré-RS
Goleiro ficou sem time após término da Divisão de Acesso do Campeonato Gaúcho
Goleiro ficou sem time após término da Divisão de Acesso do Campeonato Gaúcho
Porto Alegre, RS, 16 (AFI) – Ao lado de jogadores como o meia Alex, do Coritiba, e o zagueiro Juan, do Internacional, o goleiro Marcelo Pitol é um dos pioneiros do movimento Bom Senso Futebol Clube.
Recentemente, sentiu na pele um dos problemas que vem ajudando a combater: a falta de
calendário no futebol brasileiro. A equipe que ele defendia, o Glória/RS, fez seu último jogo na Divisão de Acesso do Campeonato Gaúcho, dia 4 de Maio, um mês antes do encerramento da competição. Foram cerca de dois meses realizando atividades físicas por conta própria. Na última segunda-feira, dia 14, ele iniciou os treinamentos no novo clube, o Aimoré/RS, de São Leopoldo, sua cidade natal.
“O problema foi a Copa do Mundo. Os jogadores das séries ‘A’, ‘B’ e ‘C’ do Brasileiro tinham contrato, mas clubes que não disputam essas competições dispensaram todos e recontrataram somente agora para a Série ‘D’ e as copas estaduais. Assim, os clubes economizam dois ou três meses de salários, e os jogadores têm que aceitar”, explica.
Marcelo Pitol, que foi capitão na grande maioria dos clubes pelos quais passou, ajudou o Bom Senso F.C. a elaborar propostas para melhorar o futebol brasileiro.
“Não existe uma regra ou uma cláusula em contrato para o jogador se garantir. Aí, os atletas dos clubes menores ficam sem fonte de renda. Em alguns casos, passam fome. Muitos acabam largando o futebol porque, nesse meio tempo, arranjam empregos que pagam mais e que dão segurança para a família”, afirmou.
Pitol acredita que a grande questão é o calendário, que, hoje, não dá estabilidade ao atleta. No caso dele, aos 32 anos de idade, foi a primeira vez que ficou mais de 60 dias sem clube. O Aimoré, que o contratou, vai disputar, neste segundo semestre, duas competições: a copa estadual, em estilo mata-mata, em que disputará de uma a dez partidas; e a Copa Metropolitana, torneio regional com sete equipes, onde cada uma disputará entre 12 e 22 jogos.
Alçado aos grupo profissional do Grêmio pelo técnico Tite, em 2002, Pitol acabou saindo do circuito dos grandes clubes. Ele conheceu a realidade de equipes pequenas e médias do Rio Grande do Sul e dos estados de Santa Catarina, São Paulo, Goiás, Pernambuco e Ceará. No Bom Senso F.C., ele representa a maior parte dos atletas profissionais brasileiros, aqueles que vivem longe dos holofotes e dos salários milionários. Nos dois meses em que ficou sem clube, abriu, ao lado do irmão, um restaurante em São Leopoldo.





































































































































