Piloto que morreu no voo da Chape tinha ordem de prisão na Bolívia

Miguel Quiroga foi formado pela Força Aérea Bolviana, mas deixou de prestar serviço ao país sem justificativa

Miguel Quiroga foi formado pela Força Aérea Bolviana, mas deixou de prestar serviço ao país sem justificativa

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Campinas, SP, 05 (AFI) – O piloto boliviano que comandava o avião da LaMia na última terça-feira, quando a equipe da Chapecoense e os demais tripulantes sofreram acidente, estava sendo processado em seu país. Miguel Quiroga tinha ordem de prisão por ter deixado a Força Aérea Boliviana, mas também acabou morrendo no acidente.

Segundo Reymi Ferreira, ministro da defesa da Bolívia, o piloto foi formado pela Força Aérea, mas renunciou antes de cumprir com todas as suas obrigações.

“O capitão Quiroga, que era o piloto do avião que se acidentou, estava sendo julgado pela Força Aérea Boliviana, inclusive tinha mandado de prisão contra ele. Eles recebem formação profissional, um investimento de cerca de 100 mil dólares do governo, mas na hora de cumprir com o acordo de devolver esses conhecimentos, preferem deixar a Força Aérea”, explicou.

Quiroga era boliviano, mas morava no Brasil. Segundo Ferreira, o piloto não tinha nenhuma justificativa para ter deixado de prestar o serviço combinado para com o governo boliviano e o caso ainda estava em aberto na Justiça do país.

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