PERFIL MILTON NEVES: 60 anos e sem papas na língua!

Portal FI comemora o aniversário de Milton Neves com uma entrevista exclusiva!

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Campinas, SP, 06 (AFI) – Polêmico e provocador. Este Milton Neves todos já conhecem através das ondas do rádio e da TV. Mas o aniversariante deste sábado completa 60 anos com outras características. Milton Neves Filho (06/08/1951) também tem seu lado de gratidão, familiar – antes isso era quase impossível pela correria do dia a dia -, amoroso…, enfim, peculiaridades de um cidadão simples, que batalhou muito para construir e ter sucesso em sua vitoriosa carreira – e lá se vão 43 anos. (Fotos: Camila Casteleti / Portal FI)

Todo este choque de sentimentos, de competência e sabedoria será desvendado pelo Portal Futebol Interior, que realizou uma entrevista EXCLUSIVA de mais de uma hora com o apresentador, e apresentará em matérias especiais neste sábado e domingo. Matérias sobre o maior jornalista da atualidade – 60 anos depois do seu nascimento na pequena cidade de Muzambinho, interior de Minas Gerais.

Distante a 447km de Minas Gerais, Muzambinho completará 133 anos no dia 12 de novembro. Ao sul do Estado mineiro, o município tem pouco mais de 20 mil habitantes, sendo que seu filho pródigo comemora aniversário neste sábado. Aliás, certa vez, Milton Neves revelou que durante o carnaval, sua casa na terra natal vira atração para os turistas.

Família!
Filho de dona Carmen e “seo” Milton, o apresentador do programa “Terceiro Tempo”, da rádio e TV Bandeirantes, como tudo em sua vida, precisou suar muito para conquistar o coração de Lenice, sua esposa. A namorada de Muzambinho chegou a largar Milton “pela falta de perspectivas no futuro”. Mas o amor falou mais alto e os dois se casaram em 1978.

Durante este período, o jornalista comprou um apartamento na Rua Capote Valente, 513, edifício Villa Adriana. Ele morou lá dez anos e como gosta de dizer “meus três filhos ali foram ‘fabricados’ e criados”. Milton Neves se refere a Fábio Lucas Neves, também jornalista, Rafael Neves e
Milton Neves Netto.

A infância do trio, Milton Neves perdeu. O trabalho incessante no jornalismo o afastou um pouco da família. Mas hoje, com 60 anos, ele diminuiu a carga de trabalho e não quer perder a melhor época de suas netas.

“Hoje eu trabalho muito pouco. (…) Só venho para o escritório domingo à noite e fico segunda. E na quarta de madrugada e fico quinta. Tenho apartamento aqui no fundo (do escritório em São Paulo). São 1300 metros de escritório. Hoje estou a fim de netos. Tenho duas netas do filho do meio. O mais novo, que vai fazer 30 anos, vai casar. O mais velho tem 600 namoradas, está em Miami. Eu queria ter 30 netos e ter tido dez filhos. Mas só tive três. Ela (Lenice) fez três cesáreas”, contou Milton Neves em entrevista exclusiva ao Portal Futebol Interior.

“Hoje trabalho muito pouco. Trabalho em quatro rádios da Bandeirantes… E canal de televisão é tudo por telefone. Trabalho mesmo de televisão é quarta e domingo. Quer dizer, agora preciso ir sábado também. (…) Mas eu estou com 60 anos, estou sossegando o facho. Não aguento mais”, completou o jornalista.

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Origem!
E não importa o tamanho do sucesso que Milton atingiu, ele jamais esqueceu de suas raízes. Quem o acompanha durante seus programas é testemunha das inúmeras histórias contadas pelo jornalista a respeito de Muzambinho. Esta mesma cidade, que viu o pai de Milton falecer em 1960 e que o obrigou a rumar junto com a mãe e o irmão Homero para a casa da professora Antônia Carlos Fernandes, irmã de dona Carmen, deve receber seu filho pródigo após sua aposentadoria. Aliás, Milton mostra seu bom humor – outra marca registrada ao longo de seus 60 anos – quando fala em seu retorno a cidade de Muzambinho.

“Eu tenho casa lá, um monte de propriedade lá, fazenda… Eu tenho fazenda em três cidades: Monte Belo, Muzambinho e Guaxupé. Meu único irmão mora em Monte Belo. (…) Tenho minha tia. Muzambinho eu vou voltar: dirigindo ou deitado com o braço cruzado na barriga”, diz ele descontraído.

A nova vida pós-aposentadoria parece que já foi planejada por Milton Neves. O sessentão escolheu Muzambinho como seu novo-velho lar e também definiu seus hobbys quando pendurar o microfone. Mais uma vez é possível notar que atrás daquele gigante em altura, nas conquistas da profissão e até na cabeça, este último quesito de acordo com Neto – ex-jogador e comentarista da TV Bandeirantes -, Milton Neves é simples, idolatra suas raízes, tem um grande coração, ama sua família e seguirá com um dos seus maiores projetos na vida.

“Eu vou manter um pedaço do meu escritório aqui para a seção “Quem fim levou?” e vou fazer as duas coisas que mais gosto: ficar vendo as minhas netas e tomando vinho. Eu não preciso trabalhar mais. Para mim, origem, pelo o que eu tinha na vida, pelo o que eu sonhava em ter e pelo o que Deus me deu, eu sou mais rico que o Bill Gates. Eu queria trabalhar no Banco do Brasil, casar com Lenice, ter meus filhos e ficar em Muzambinho. O resto tudo foi um aborto da natureza”.

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Histórias!
“O que está acontecendo mesmo, vou ser sincero para vocês, é que eu ando meio variando. Eu usei muita a cabeça. Minha cabeça está gasta. Tem hora que dá cada branco. Não lembro nada”.

Não pense que esta declaração é sintoma dos 60 anos ou dos planos de aposentadoria. Não adianta. Se o programa é ao vivo, qualquer profissional está propício a errar ou presenciar as peripécias do “Sobrenatural de Almeida”. Milton Neves, como todo grande jornalista, já pisou na bola, mas nem por isso ele esconde estes tropeços. Pelo contrário. Milton relata suas histórias e ainda dá boas gargalhadas.

Na década de 70, Milton Neves estava na rádio Jovem Pan, quando recebeu a notícia da morte de Djalma Santos, bicampeão Mundial com a Seleção Brasileira. Na dúvida, ele esperou algumas emissoras darem a informação. Ao se sentir seguro, Milton interrompeu a narração de Osmar dos Santos e disse “confirmado, morreu Djalma Santos, o grande lateral bicampeão, uma pessoa de grande caráter e jogador irrepreensível”. Quase na mesma hora, o telefone da rádio Jovem Pan tocou e Djalma Santos desmentiu a falsa notícia. O jogador ainda brincou com a informação.

“Aliás, me falaram que o Djalma Santos não está bem. Ele está no vai e não vai. Quando ele morrer, eu vou falar o seguinte ‘ih, isso é notícia velha. Eu dei isso em 72. Ah, já cometi muitos erros. (…) Eu já falei muita m…”, contou o apresentador durante a entrevista com o Portal FI.

Em outro episódio, Milton Neves fez o contrário e ressuscitou um jogador. O ponta-direita da Ferroviária, Faustino, foi assassinado. Mas em 1992, Cláudio Carsughi garantiu a Milton que estava ao lado de Faustino. O tal Faustino entrou no ar e contou diversas histórias de sua época de jogador. A entrevista ainda estava rolando, quando Milton Neves foi alertado pelo comentarista Waldo Braga de que Faustino havia mesmo morrido e que o entrevistado era uma ‘gaiato’. Há diversas outras histórias. Tem uma muito famosa que Milton Neves gosta de contar. Esta é mais recente.

“Eu estava entrevistando a Conceição, da Ponte Preta, uma vez… esta é épica. Esta parece que já tem 100 milhões de visualizações no youtube. Eu falei ‘o Conceição tem aqui o ouvinte Sérgio querendo pegar no meu pau… ou melhor, no meu pé’”.

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Homenagens!
Com este jeito de ser, às vezes caipira, às vezes polêmico, às vezes amado, às vezes odiado… enfim, este jeito de ser Milton Neves, ele conquistou todos. O apresentador, nacionalmente conhecido, ajuda as pessoas, mesmo sem a divulgação.

“Eu fiz (palestra) em Campinas, na PUC, para 900 pessoas, em um anfiteatro maravilhoso. Fiz em Limeira para 1.100, Erechim para 1.200 pessoas, fiz em São Bernardo, fiz na Unimontes em Santos. Lá em Santos foi preciso colocar dois telões no saguão porque não coube lá no teatro deles de 600 pessoas. E todas palestras são gratuitas porque tenho nego que vai lá para gaguejar, ainda cobra e não tem história. Na PUC Campinas foi um sucesso. Em troca do que? Em troca de mil, dois mil quilos de alimentos que vão para o asilo de minha cidade. Eu fiz uma na Brás Cubas, de Mogi das Cruzes, e deram R$ 3 mil em alimento para o asilo de Muzambinho e ainda depositaram R$ 3 mil em dinheiro para a Casa de Assistência Muzambiense com câncer de Jaú. Então eu faço isso. (…) Eu tenho feito pelo Brasil inteiro. E é tudo de graça. (…) Eu fico muito feliz. O importante na vida não é receber honras e, sim merecê-las”.

Estas honras que Milton Neves se orgulha também dizem respeito aos inúmeros convites para receber o, agora, famoso Título de Cidadão. De norte a sul do país, Milton acumula mais de 100 Títulos de Cidadão e tudo começou na cidade paulista de Porto Feliz.

“O primeiro (Título de Cidadão) foi de Porto Feliz, terra do Mauro Nobrega, um colega querido que me colocou no mundo da cerveja e me apresentou o Nersão da Schincariol. Primeira cidade foi Porto Feliz. Agora tem mais de 100 cidades. Ah, eles dão e eu vou lá. Eles ficam muito felizes. A gente faz esforço, tira foto… tão todas no meu portal. Eu ganhei também da cidade de Tatuí. Foi a única Câmara Municipal que o Ayrton Senna foi. Ele tinha fazenda lá, e a família continua tendo. Ele recebeu mais de mil, mas não foi receber. A única Câmara Municipal que ele foi, foi a de Tatuí. Eles ficam felizes. É dolorida a viagem. Você fica dois dias de ida e volta, mas eu vou. Sou um cara do interior. (…) Alegria que eles ficam… A torcida do Santa Cruz, quando eu cheguei no aeroporto de Guararapes, tinha mil torcedores me esperando. Você precisa ver a loucura que foi. Meu Deus do céu. Eu fico muito feliz”.

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Aventuras!
Sessenta anos de muito trabalho. Jornalista profissional diplomado, Milton Neves já foi Escrivão de Polícia. Hoje, ele está aposentado nesta função. Atualmente, além da TV e do rádio, o apresentador dedica seu tempo a seção “Quem fim levou?” do Portal de Memória Esportiva “www.miltonneves.com.br”.

Antes, o jornalista acumulou experiência em diversos meios de comunicação. Milton Neves passou pelo “Canal 100” na TV Manchete em 94, narrou futebol na TV Jovem Pan em 90 e 91 e fez a “Mesa Redonda” com o Roberto Avallone em 85 e 86, na TV Gazeta. Sem falar nos sete anos na Rede Record, seis de Band, 33 anos de Jovem Pan, seis para sete de Rádio Bandeirantes, cinco de Band News FM e um de Sulamérica Trânsito 92.1. Além de 16 anos de colunas “Terceiro Tempo” no extinto Diário Popular e no Agora São Paulo do Grupo Folha.

Na internet, ele passou pelo UOL e AOL e, agora, está no IG e Band.com. Milton também foi colunista, por oito anos, na Placar. E quem não se lembra do “SuperTécnico”, “Gol, o Grande Momento”, “Melhor de Todos”, “Esporte Total Debate”, “Debate Bola”, “Cidade Alerta” – meu maior contrato, – “Terceiro Tempo” na Jovem Pan, Band AM, TVs Record e Band, “Pré-Jogo”, “Band Mania”, “Golaço” da Rede Mulher, “Tribuna do Esporte” da TV Assembléia e “Roleta Russa”, da Rede Record?

“Aliás, na roleta da minha vida, não houve um só tiro errado a sair pela culatra. Tive sorte, essa sorte que é o encontro da capacidade com a oportunidade. E para se ter sorte na vida basta… trabalhar!!!”, comemora Milton Neves.

Parabéns, Milton Neves! O Portal Futebol Interior deseja muitos anos de vida, com ainda mais sucesso e saúde. Você merece!

E não pense que é “apenas” isso, internauta. O Portal Futebol Interior terá outras matérias a respeito do, agora, sessentão Milton Neves. O apresentador fez duras críticas ao um campeão da Libertadores. Sem falar que Milton Neves abriu a caixa preta do futebol no interior e brasileiro. Ele ainda falou sobre Copa do Mundo, jornalismo e muito mais. O Portal FI tem mais de uma hora de entrevista com Milton Neves e revelará tudo para vocês, queridos internautas!