Pensando em 2016, Mogi Mirim contrata ex-dirigente da Ponte Preta Marcus Vinícius como auxiliar

Ex-volante atuou por vários anos como dirigentes esportivo na Ponte Preta e seu último clube foi o Paraná

Mogi Mirim anunciou a contratação do ex-volante Marcus Vinícius para ser auxiliar técnico de Toninho Cecílio no Paulistão do próximo ano.

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Mogi Mirim, SP, 08 (AFI) – Rebaixado no Campeonato Brasileiro da Série B, o Mogi Mirim já tenta se reorganizar para a temporada 2016. Neste final de semana, a diretoria do Sapão anunciou a contratação do ex-volante Marcus Vinícius para ser auxiliar técnico de Toninho Cecílio no Paulistão do próximo ano.

Marcão, como também conhecido no mundo da bola, volta a trabalhar à beira dos gramados, após quase cinco anos como dirigente esportivo. Neste período, trabalhou mais de três anos na Ponte Preta, de onde saiu em abril de 2014. Entre o final do ano passado e o início deste ano, ele trabalhou no Paraná.

Natural de Divisa Nova, no interior mineiro, Marcus Vinícius se inseriu no futebol como jogador profissional. Volante voluntarioso e líder nato, ele passou por clubes como Ponte Preta, Cruzeiro, Grêmio, Atlético (PR), Portuguesa, Sport e Paulista.

Foi justamente no clube de Jundiaí, onde pendurou as chuteiras em 2007, que Marcus Vinícius se aventurou em outra carreira, a de treinador. Ele dirigiu o Galo do Japi no mesmo ano em que deixou os gramados e, no ano seguinte, comandou o Poços de Caldas pelo Módulo II do Mineiro.

Marcus Vinícius (camisa preta) será auxiliar de Toninho Cecílio (camisa azul marinho) no Mogi Mirim - Geraldo Bertanha/Mogi Mirim

Marcus Vinícius (camisa preta) será auxiliar de Toninho Cecílio (camisa azul marinho) no Mogi Mirim

DIRIGENTE ESPORTIVO
Após a breve passagem como treinador, Marcus Vinícius aceitou o convite da Ponte Preta para trabalhar como dirigente esportivo no final de 2010. Na oportunidade, iniciou o projeto ao lado do técnico Gilson Kleina que, no ano seguinte, acabaria com o acesso na Série B do Brasileiro.

Foram mais de três anos atuando nos bastidores da Macaca. No período, fez parte de conquistas importantes. Além do acesso na Série B de 2011, também participou das campanhas do Paulistão de 2012, quando a Ponte foi semifinalista, do Título do Interior e do vice da Sul-Americana, ambos em 2013.

Após deixar a Macaca em abril de 2014, teve uma passagem conturbada como gerente de futebol do Paraná. Em meio à crise financeira do Tricolor, o ex-volante chegou a chorar em entrevista coletiva, após clássico contra o Atlético-PR no Paranaense deste ano. Na oportunidade, ele chegou às lágrimas ao lembrar os sete meses de salários atrasados dos funcionários e afirmou que o clube poderia fechar as portas até o fim do ano se as alas políticas não se unissem.

VIDA DURA
Se a vida no Paraná foi dura, no Mogi Mirim a situação não será muito melhor. Ao lado de Toninho Cecílio e do preparador físico Anderson Gomes, contratado nesta sexta-feira, Marcão tentará arrumar a terra arrasada deixada pelo ex-jogador Rivaldo, que largou o Sapão sem dinheiro e com o rebaixamento para a Série C do Brasileiro.

Faltando quatro rodadas para o término da Série B, o Mogi é lanterna, com apenas 22 pontos. Tem 16 pontos a menos que o Ceará, o primeiro fora da degola. O time cumprirá tabela nas rodadas restantes e já focará no planejamento do Paulistão de 2016, onde integra o Grupo D, ao lado de Corinthians, Red Bull, Rio Claro e Água Santa (ou Mirassol, caso a Federação Paulista de Futebol não aprove o laudo do estádio do clube de Diadema)