Penapolense define novo presidente e já tem treinador para 2017

Edson Só será o técnico do clube na próxima temporada

Edson Só será o técnico do clube na próxima temporada

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Penápolis, SP, 20 (AFI) – O empresário Luís Gomes Mariano, 67 anos, que já foi jogador, treinador e diretor do Clube Atlético Penapolense, assumiu na noite deste sábado a presidência da equipe. Com a mudança chega ao fim, após nove anos, o comando da família Moreira, tendo à frente o médico Nilso Moreira. Neste período o Pantera da Noroeste chegou ao ponto mais alto até então alcançado em sua história, que foi a elite do futebol Paulista, período que ficou até o ano de 2015.

Quando a família assumiu a equipe integrava a Série A3, após ter saído da Segunda Divisão de Profissionais, feito alcançado na gestão do empresário Cláudio Gomes Dias, o Cláudio Tiradentes. Luís Gomes Mariano chega com uma nova proposta de trabalho cuja meta principal é do retorno à elite. Ao assumir o novo presidente destacou que, apesar da citada meta, o primeiro alvo é da permanência na Série A2 e, sendo atingida, a próxima meta é de brigar para subir de divisão.

Mariano, à direita, assumirá o cargo deixado por Nilso Moreira (Foto: Silas Reche)

Mariano, à direita, assumirá o cargo deixado por Nilso Moreira (Foto: Silas Reche)

“Sabemos que o campeonato será difícil e que serão rebaixados seis clubes, por isso a preocupação inicial. Mas com planejamento esperamos que as metas sejam todas alcançadas”, afirmou aos presentes na reunião que definiu as mudanças. Ele fez questão também de lembrar os ex-presidentes que passaram pelo clube, assegurando que se o CAP hoje está na luta, deve-se ao empenho dos que os antecederam.

A assembleia foi aberta pelo então presidente, Nilso Moreira, que explanou a situação financeira, ressaltando que, apesar de constar dívidas, existe o chamado ativo circulante, que é receita futura para negociações de vários jogadores que estão atuando em clubes brasileiros e também do exterior e poderão ser negociados.

“Todos os clubes brasileiros, inclusive os grandes, passam por dificuldades financeiras. O Penapolense não é diferente”, destacou Nilso.

Em relação aos nove anos à frente, o médico ressaltou que a equipe alcançou um degrau que até então o mais otimista torcedor não acreditava que poderia chegar. “Se me perguntarem se estou feliz ao sair, afirmo que não estou. Mas, se fosse para recomeçar, faria tudo de novo”, salientou.

Para ele o Penapolense é viável financeiramente bastando para isso uma gestão atuante. Em sua visão o maior desafio da nova diretoria será de sanar as contas em pendência o que tornará a viabilidade econômica.

Os integrantes da nova diretoria serão anunciados somente em janeiro, quando haverá a posse, mas alguns cargos já se sabem os nomes, como do Afonsinho, que ocupará um cargo expressivo e do técnico, acertado com o ex-jogador do Penapolense e ex-técnico, Edson Só. O auxiliar será o também ex-jogador Peres.

Para o novo presidente o clube não deve ter oposição, mas a união de todos. Ele lembrou que desde criança, quando era levado ao Tenentão para acompanhar os jogos já passou a torcer pela equipe. Nos anos de 1968, 1968, 1973 e 1974 foi jogador da equipe e técnico em 1976.

O maior desafio será de sanar as contas, tendo em vista que, devido a decreto assinado pela ex-presidente Dilma Roussef, a partir de outubro do próximo ano o clube que não estiver com a certidão negativa de suas contas serão impedidos de disputar qualquer divisão. A primeira providência será de procurar os credores para na medida do possível ir sanando as contas. A equipe para a disputa da Série A2 de 2017 deverá a ser montada nos próximos dias.